Breno Vale, presidente do Conselho da Abrint sugere que os provedores atuem como fiscais da ocupação dos postes no Encontro Provedores Regionais

Contagem –  As distribuidoras de energia elétrica deveriam manter cadastro atualizado sobre as condições de ocupação dos seus postes, mas esses cadastros não estão disponíveis para os provedores de internet, lamentou Breno Vale, presidente do Conselho da Abrint. Ele participa do Encontro Provedores Regionais Minas Gerais, promovido pela Bit Social.

Conforme o executivo, essa obrigatoriedade foi estabelecida há anos, desde a publicação do primeiro regulamento de compartilhamento de postes entre a Anatel e a Aneel. A norma estabelecia também que um grupo de trabalho, formado por representantes das empresas de energia elétrica e operadoras de telecomunicações, coordenado pelas duas agências reguladoras, iria, em seis meses, definir as condições para o acesso a esse cadastro. “O grupo chegou a ser formado, mas não conseguiu se reunir”, afirmou, assinalando que se esses cadastros estivessem disponíveis seria mais fácil a regularização da ocupação dos postes da elétricas.

” Nós abominamos o compartilhamento irregular, pois promove um dano grande à sociedade e ao mercado”, afirmou Vale. Segundo ele, os próprios provedores poderiam apoiar as concessionárias de energia elétrica no trabalho de fiscalização da ocupação de seus ativos.

Abramulti

O presidente da Abramulti – associação dos ISPs de Minas Gerais -. Robson Lima, quer transformar o PTT (Ponto de Troca de Tráfego) de Minas Gerais no principal do país. Atualmente, o PTT mineiro ocupa a terceira posição, atrás dos pontos de SP e RJ. ” 35% do tráfego gerado nos PTTs de São Paulo e Rio de Janeiro é produzido pelos provedores mineiros”, ressaltou Lima.

O executivo assinalou que a associação está criando uma rede de negócios para os provedores de internet do estado, e que vai ampliar as alternativas de financiamento para as pequenas empresas. Já fechou acordo com o banco Sicoob, que oferece crédito a taxas de juros que variam de 0,9% a 1,3%, com carência de seis meses e 48 meses para pagamento.