Em sua 8ª edição, o Anuário Telesíntese de Inovação em Comunicação premiou os melhores projetos das operadoras regionais. Este ano, a primeira colocada foi a Coprel Telecom, que buscou parceria para ampliar os benefícios à área rural. Em segundo lugar foi classificada a DB3, que oferece solução de proteção a redes de fibra óptica e em terceiro a escolhida foi a AltaRede, também com plataforma na área de segurança para combater os ataques de negação de serviço distribuído.

No ano passado, o mercado dos provedores regionais de acesso à internet e serviços de telecomunicações começou a delinear um novo perfil, principalmente a partir da chegada dos fundos de investimentos. Segundo o Anuário, a tendência é de acelerar o ritmo de consolidação de empresas, pois todas as líderes da banda larga no varejo
têm planos de crescimento.

Na área de inovação, muitos projetos foram implantados durante o ano. Esse foi o caso da primeira colocada, a Coprel Telecom, que buscava uma estratégia de desenvolvimento capaz de atrair e reter os filhos das famílias locais na área rural de Marau, pequeno município a 270 quilômetros de Porto Alegre.

A empresa desenvolveu o serviço Triway, em parceria com a prefeitura de Marau, o Conselho Comunitário Pró-Segurança Pública (Consepro), a Associação das Empresas de Marau e a Associação Comercial e Industrial de Marau. O objetivo é levar fibra óptica, telefonia rural e sistema de videomonitoramento para as áreas mais afastadas.

Só em 2018, ano de início do projeto, foram feitos investimentos de cerca de R$ 1,5 milhão, incluindo o backbone que liga Passo Fundo a Marau e a implantação de data center para monitoramento das operações. Desse total, a maior parte dos recursos veio da Coprel Telecom, que tem hoje 20 mil clientes. A prefeitura participou com R$ 150 mil.

A DB3, por sua vez, colocou no mercado a plataforma IP Híbrido Protegido. Em termos de proteção, mantém a rede de telecomunicações 100% disponível, ainda que estejam acontecendo ataques distribuídos de negação de serviço (conhecido como DDoS, do inglês Distributed Denial of Service).

De acordo com os técnicos responsáveis, além de atuar na camada de transportes, o serviço protege aplicações como HTTP, Get/Pos Flood e DNS. O appliance de atuação em território brasileiro está no data center da MOB Telecom, em Fortaleza, mas há integração com a nuvem para ataques acima de 10 Gigabytes, com mitigação de até 3 Terabytes simultâneos.

Terceira colocada, a AltaRede oferece a solução Transit IP + Anti DDoS. A solução garante uma rota protegida full time, com monitoramento humano. Nesse caso, o ataque é identificado automaticamente, mitigado e só depois é comunicado ao cliente. O cliente pode optar por um serviço mais simples se quiser e pode desviar sua rede para uma rota protegida após sofrer o ataque de DDoS.

A premiação foi realizada no dia 10 de outubro, em São Paulo. O Anuário Telesíntese de Inovação em Comunicação, realizado pela Momento Editorial, é resultado de uma pesquisa feita em um universo de empresas pré-selecionadas, das quais 136 responderam a um questionário com o objetivo de apresentar uma fotografia do nível e do tipo de inovação que caracterizam o mercado brasileiro de comunicações e internet.

A pesquisa envolveu todos os segmentos da cadeia produtiva das comunicações: fornecedores de produtos, fornecedores de software e serviços, operadoras de serviços de comunicações, operadoras regionais de serviços de comunicações, desenvolvedores de apps e conteúdo e, este ano, contemplou também o segmento “Soluções de IoT”, criado para compor a base do anuário devido ao crescimento no mercado das soluções de Internet das Coisas (IoT).

No total, foram 187 projetos inscritos pelas 136 empresas que aceitaram o convite da editora.