João Faleiros, do BNDES

A grande reclamação das pequenas e médias empresas em relação aos programas do BNDES é que os agentes financeiros criam tantas barreiras que eles acabam sendo de pouca utilidade. Para tentar driblar essas barreiras, o BNDES lançou, há dois meses, o Canal do Desenvolvedor MPME, com o objetivo ampliar as oportunidades para as pequenas e médias empresas.

“Nesse novo portal, a empresa coloca qual é a sua demanda e por qual programa. Se quer um projeto para o BNDES Automático, se quer fazer uma compra pelo Finame, se quer o BNDES Giro. O agente financeiro que se interessar pelo projeto responde a demanda pelo e-mail. A vantagem é que a empresa vai falar com a equipe dos bancos especializados em produtos BNDES e vai falar, em princípio, com os 50 agentes financeiros dos BNDES e não só com o gerente do seu banco”, explica João Paulo Faleiros, especialista em micro e pequenas empresas da Área Operacional Industrial.

Em sua apresentação, durante o painel sobre financiamento da banda larga no país no Furukawa Summit, realizado entre os dias 13 e 15, em Foz do Iguaçu(PR), Faleiros contou que a percepção das pequenas e médias empresas em relação ao novo portal tem sido bastante positiva. “É importante que as empresas não se limitem a consultar os agentes financeiros com os quais estão habituadas a trabalhar. Há cooperativas de créditos e bancos de desenvolvimento que são agentes financeiros do BNDES e que podem não ter as restrições de alguns grandes bancos comerciais”, disse.

Segundo ele, esse mesmo raciocínio vale para o Cartão BNDES. Embora o banco, no início do ano, tenha elevado o limite de R$ 1 milhão para R$ 2 milhões, o crédito desapareceu em muitos bancos comerciais, segundo o depoimento de um grande número de provedores regionais. Faleiros, em sua intervenção, estimulou as empresas a buscar outras alternativas entre as dez instituições financeiras credenciadas pelo BNDES.