Por Ana Paula Lobo
do site Abranet

Com um índice de migração do IPv4 – já esgotado na América Latina – para o IPv6 entre 18%, segundo dados do NIC.br, ou 20%, de acordo com o Google, a Unifique, operadora catarinense de telecomunicações e Provedora de Serviços de Internet (ISP) com atendimento em mais de cem cidades, adotou a plataforma Thunder CGN 3030, da fabricante A10 Networks, com objetivo de ganhar escalabilidade e adaptar sua infraestrutura para o novo protocolo da Internet.

Sediada em Timbó (SC), a Unifique tem, hoje, uma rede com mais de cinco mil quilômetros de fibra óptica, três data center próprios, mais de 600 funcionários diretos e atendimento físico em 21 unidades. “Tivemos que agir rápido para não parar a expansão da Unifique e precisávamos acabar com nossos problemas de esgotamento de IPs”, revela Jorge Scoz Junior, gerente de Redes da Unifique.

A solução escolhida é a série A10 Thunder CGN da A10 Networks para o cenário enfrentado pela Unifique e outros provedores de serviços de internet. Com a capacidade de estender a conectividade por meio de Carrier Grade Network Address Translation (CGNAT) ou Large Scale NAT, é possível criar uma nova camada de “tradução” de endereço em grande escala e a partir de um IPv4 público, atribuir endereços privados aos clientes da Unifique. Além disso, o equipamento ajuda ISP’s na transição gradual e simultânea para o IPv6. A A10 Network já está preparada para este cenário desde 2010, trazendo ao Brasil a experiência similar ocorrida em 2011 na Ásia, quando se esgotaram os protocolos IPv4.

Os Thunder CGN 3030 instalados atendem picos de mais de 60 mil usuários, que geram tráfego superior a 30GB por segundo. “A solução da A10 Networks funciona sem paradas há cerca de um ano. Não temos problemas e ficamos seguros de oferecer aos nossos usuários a melhor tecnologia de CGN do mercado”, complementa Scoz, que ainda planeja expandir suas aquisições em tecnologia com o sistema de proteção de DDoS da A10 Networks.

Em entrevista ao portal da Abranet, Bruna Wells, diretora de Canais da A10 para América Latina, diz que os provedores Internet têm sido um importante fôlego para a companhia. “Tivemos um incremento por conta, exatamente, dessa migração do IPv.4 para o IPv.6. Os provedores estão em expansão e sabem que precisam adequar suas redes”, detalha a executiva. O impulso foi muito bem recebido, uma vez que a vertical governo, a principal dos negócios no país, vive um período de baixa. “Mas acreditamos que o Governo vai retomar as compras. O serviço digital passa por uma rede atualizada”, acrescenta Bruna Wells.

Uma novidade da A10 Networks no mercado é a adoção do ‘pagou por uso’ na contratação dos serviços de hardware e software da companhia. “Ninguém mais quer comprar ativos se não tiver necessidade. O modelo de cloud está sendo replicado e temos parceria com grandes provedores da nuvem pública como a Amazon e o Azzure, da Microsoft. Só vendemos por canal, mas estamos treinando para adotar esse novo modelo de comercialização”, destaca Bruna Wells. Segundo ela, hoje, no Brasil ainda não há nenhum cliente, mas até o final deste ano, a expectativa é ter já contratos assinados, principalmente, com provedores Internet e com data centers.