O motivo, garante Rodrigo de Vasconcelos Bianchi, gerente regional da CPFL, é a enorme preocupação com questões de segurança, que aumentam a cada dia. Ocorrências como postes tortos, sujeitos queda, cabos baixos, que são levados por caminhões, chegam a ser tão preocupantes quanto problemas de sobrecarga, diz Bianchi. Por conta desses riscos, a empresa iniciou um projeto de reordenamento de postes que foi implementado em etapas, começando por operações-piloto em Campinas, Ribeirão Preto, Jaguariúna e Bauru.

“Nessa primeira fase, nós procuramos identificar quais seriam as principais dificuldades para a regularização e definir as estratégias pra obter o melhor resultado possível”, relata Bianchi. De acordo com ele, um primeiro grande desafio é a questão da propriedade dos cabos – muitos não seguem a norma de identificação padronizada obrigatória. Depois, ainda mais complicada, é a questão da execução do serviço determinado na notificação que a CPFL envia ao provedor, pontua o executivo: “A maioria dos provedores que estão nessa situação não está preparada, não tem orçamento”.

A companhia informa que está fazendo todos os esforços, até recorrendo a associações parceiras, como a Telcomp, para resolver caso a caso. Bianchi diz que não foram feitos cortes de cabos e que essa medida será tomada apenas em locais onde a ocupação foi feita à revelia, sem projeto.