Mesmo sem novas adições de novos clientes, os ISPs tiveram que antecipar investimentos para aumentar a capacidade de suas redes, nesse período de pandemia do coronavírus. É o que observa o coordenador técnico da Fibracem, Marco Paulo Giannetti. Segundo ele, por causa dessa movimentação, a produção de equipamentos de redes da empresa não sofreu reduções.

Giannetti explica que muitos usuários optaram por aumentar a velocidade de seus planos em função do isolamento social e os ISPs foram obrigados a reforçar seus links e, consequentemente, atualizar seus equipamentos. “Estamos produzindo normalmente, mas com segurança”, frisa.

A Fibracem, segundo Giannetti, é uma das poucas empresas que têm o portfólio completo de equipamentos para redes, sendo o carro-chefe as caixas de emendas e de conexão. A produção desses itens chega a 50 mil unidades por mês. Novos lançamentos de produtos estão previstos para esse mês.

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COVID-19

Para manter a sua fábrica em operação para poder suprir o mercado com cabos, conjuntos de emenda óptica, racks e gabinetes para cabeamento, data center e muitos outros acessórios necessários nas redes ópticas, a Fibracem primeiro optou pela comunicação. “Primeiro houve a conscientização sobre a doença por todos os canais de comunicação (intranet, por e-mails, WhatsApp, mural de recados, jornal interno) para que os colaboradores pudessem entender as medidas aplicadas nas fábricas em Pinhais (PR) e Linhares (ES), bem como nos centros de distribuição”, disse a Chief Executive Officer (CEO) da empresa, Carina Bitencourt.

As medidas internas tomadas foram a medição de temperatura, disponibilização de álcool gel em vários pontos, orientações da “higiene das mãos” redobradas e solicitação para que evitem cumprimentos. Teve ainda redução de linhas em operação para diminuir despesas com energia, equipes que receberam férias em escalas, e funcionários do grupo de risco em licença remunerada para diminuir a quantidade de pessoas dentro da empresa.  

Foi liberada ainda a atuação em home office para algumas atividades e o setor de marketing foi o primeiro a sair como um “projeto piloto”, por ter mais facilidade na adaptação das atividades. Para quem continua na sede, o uso das máscaras é essencial e as reuniões têm um limite de pessoas, e só são realizadas se for de extrema necessidade. “A orientação geral é para se reunirem com máscaras em espaço aberto, ou através de ferramentas digitais. Parceiros e fornecedores por hora estão impedidos de entrar na empresa, apenas em casos urgentes e extremos, e sob análise e prévia autorização”, disse Carina.