A escola Nilf (sigla que vem da junção dos nomes do casal de donos) foi aberta para atender algumas dezenas de moradores e estudantes de Camanducaia, no Sul de Minas Gerais, que queriam aprender uma novidade: usar o computador e navegar pela internet. O ano: 1997, período de grande difusão da web no Brasil. De lá para cá, a agora rebatizada Redenilf conquistou cerca de 10 mil clientes, aos quais oferece acesso à internet em fibra óptica com velocidades de até 100 Mbps.

O salto não aconteceu da noite para o dia, nem por conta de um feliz acaso. Mas foi resultado de uma visão empreendedora de Jafé Cruz, que soube identificar e aproveitar uma boa oportunidade de negócio: transformar uma escola de informática em provedor de acesso à internet. A nova história da empresa começou a partir do aumento da necessidade de conexões mais potentes para uso dos alunos. A primeira ideia para solucionar o problema foi fazer uma associação com um provedor de Pouso Alegre, conta Cruz. “Mas o custo era caro. Então decidi montar um provedor próprio. Em um ano, surgiu uma demanda e passamos a vender link para os alunos. Aí o negócio foi se expandindo para as residências”, diz ele.

Em 2011, mais um passo estratégico: entrar no segmento corporativo, “bastante exigente”, segundo o empresário. “Esse é um cliente que exige maior banda, maior estabilidade, equipamentos melhores. Por isso, tivemos que nos preparar para um bom investimento nesse nicho, sem abandonar o residencial, que garantia nossa sobrevivência”.
Hoje a Redenilf atua 50% em cada segmento, na região de Bragança Paulista (SP) e no Sul de Minas Gerais. O plano, até 2017, é levar fibra óptica a toda essa área. “Em 2016, investimos pesado em fibra nas rodovias. Em 2017, vamos lançar mais 500 quilômetros de fibra, ampliando o perímetro coberto atualmente”, relata Cruz.

Premiada na categoria Operadoras Regionais, do Anuário Tele.Síntese de Inovação em Comunicações 2016, a Redenilf está consolidando um projeto arrojado, no intuito de oferecer produtos mais rápidos e de melhor qualidade: saltar das conexões por rádio direto para a fibra. João Paulo Ferreira Leite, gerente comercial, explica a opção: “Por conta do aumento da poluição do espectro, de questões técnicas, estava cada vez mais difícil entregar uma conexão satisfatória”.

Uma das metas do projeto é migrar os cabos de última milha para clientes residenciais até 2018 – instalação que caminha a passos lentos, uma vez que essa é uma operação custosa e trabalhosa, que não atrai investimentos nem mesmo das grandes operadoras. No segmento corporativo, o cenário é mais propício. “Nosso data center está pronto para escalarmos a rede em pelo menos 30 mil clientes. E ainda temos mais de 50% do link que contratamos”, diz Leite.

Além da aposta na infraestrutura, outro diferencial da empresa, de acordo com Jafé Cruz, é a organização interna, com estruturas de gestão integradas — incluindo uma diretoria de Expansão. “Temos uma equipe exclusiva para o corporativo, com quatro gerentes de contas, diretor e apoio pós-venda. O diretor comercial também acompanha a equipe de construção de obras. E há uma diretoria voltada exclusivamente à ampliação de nossa atuação”, afirma o proprietário.