Com um crescimento acelerado nos últimos anos de suas redes, o momento é dos ISPs investirem na engenharia de tráfego. O conselho é dado por Eduardo Meirelles, diretor comercial e de marketing da consultoria Everest Ridge, especializada no mercado de provedores regionais. Entre seus clientes, estão Eletronet, L5 e Master.

Na avaliação do executivo, muitas operações começam a sofrer “as dores do crescimento” e precisam se adequar a uma nova realidade de mercado do qual fazem parte.  “Um dos desafios que a gente sente é que os provedores ainda têm muita resistência em investir no seu negócio quando o seu público começa a crescer.”, ressaltou.

Ele considera que um dos pontos fundamentais, que vai trazer redução de custo para que o operador possa investir em outras áreas de valor agregado, é o estabelecimento de uma boa engenharia de tráfego. “Se não tiverem equipamentos de qualidade e uma boa engenharia de tráfego podem não sobreviver à concorrência quando ela chegar”, disse.

Ele cita como exemplo o provedor Master como um dos que buscaram a reengenharia de tráfego e conseguiu economizar 20% dos custos com upgrade de operações. “Tínhamos um problema de
roteamento de borda e obtivemos resultados muito saudáveis que nos permitiu um crescimento
escalonável de capacidades” disse a Diego Aquino, gerente de Engenharia da Master.

“A maioria das redes possui usos inapropriados que geram custos. Após o mapeamento completo com uma análise profunda de desempenho, é possível o redesenho de topologia de redes para melhorar conexões e integrações”, observou Meirelles.

A Everest conta, atualmente, com 11 clientes ISPs pelo qual responde pelo monitoramento e segurança das redes. Entre seus trabalhos de consultoria, a empresa participou do projeto para tornar a Eletronet uma NSP (Network Service Provider), oferecendo o serviço de Trânsito IP
para ISP (Internet Service Provider).

Outro projeto que esteve envolvida recentemente foi o da L5 Networks, operadora de telefonia que oferece soluções de IP, PABX em nuvem, CRM, terceirização de TI e Private Cloud. Para ampliar seu portfolio de serviços a empresa investiu R$ 2 milhões no desenvolvimento de novo serviço de
link dedicado. O principal objetivo da iniciativa é proporcionar um melhor atendimento aos clientes debserviços em nuvem.

Meirelles não cita valores, mas garante que a Everest deverá crescer algo como 130% no próximo ano. E com contratos que estavam previstos para 2019 mas já entraram este ano.