Os 27 Pontos de Troca de Tráfego (PTT), de acordo com as medições do IX.br, do NIC.br, o braço executivo do Comitê Gestor da Internet, ultrapassaram na noite de ontem, 19, a marca de 3 Terabits por segundo. Este foi o pico de tráfego agregado do IX.br, incluindo todos os PIXes, embora o maior peso seja do de São Paulo, que responde por mais de 80% do tráfego do país.

O PTT da capital paulista é o quarto do mundo em termos de capacidade de tráfego, sendo superado pelos PTTs de Amsterdã, Frankfurt e Londres. Há uma dúvida em relação à colocação de Moscou: se os dados divulgados se referirem à capital da Rússia, Moscou passa à frente de São Paulo. Se contemplarem o tráfego de todo o país, Moscou fica atrás de São Paulo.

Se o volume de tráfego surpreende, por outro lado revela que há uma grande concentração no país, o que não é bom pois distancia os CDNs do usuário de diferentes regiões brasileiras. Para descentralizar esse caminho, o NIC.br inicia a operação, em julho, de um piloto de Open CDN em Salvador, que já conta com a adesão de dez Sistemas Autônomos do estado da Bahia e de três fornecedores de conteúdo: Akamai, Google e Netflix. Segundo Milton Kashiwakura, diretor do NIC.br, no modelo Open CDN os custos de conexão são rateados entre operadoras e provedores; os donos de conteúdo pagam pela hospedagem dos CDNs; e o NIC.br se encarrega da administração da rede.