Com 400 colaboradores, a Sumicity está em franco processo de expansão. Está concluindo o backbone que liga o Rio de Janeiro a Vitória, no Espírito Santo. Com a chegada àquele estado, o plano de Vicente Sérgio da Silva Gomes, sócio-diretor da empresa, é dobrar sua base de clientes, hoje na casa dos 50 mil. “Nossa meta é fechar 2018, com 100 mil assinantes”, conta ele.

A Sumicity não surgiu em função de um plano de negócios, mas da necessidade do pai de Vicente, comerciante, de interligar duas de suas lojas. Sem encontrar quem montasse a rede, Vicente decidiu fazer, ele próprio, a interligação. Afinal, tinha acabado de concluir o curso superior de analista de sistemas. Aos 24 anos, criou a empresa, que recebeu este nome, pois seu primeiro trabalho foi na cidade de Sumidouro, no Oeste do estado, vizinha a Carmo, onde está a sede da empresa.

Em 14 anos, a Sumicity passou de um cliente familiar para um grande leque de clientes corporativos que atende em mais de 80 municípios de dois estados: Rio de Janeiro e Minas Gerais. Oferece ainda serviços para usuários domésticos – número que vai crescer com a ativação do backbone que vai até Vitória, prevista para agosto deste ano.

Também evoluiu da tecnologia de rádio para a fibra. Segundo Gomes, 90% de seus clientes já estão ligados à fibra (FTTH). “E vamos fazer a migração do restante”, informa. Ao longo do tempo, a Sumicity incorporou três pequenos provedores. “O que se compra é a base de clientes, pois a rede não se aproveita. Temos que lançar nova, dentro do nosso padrão de qualidade”, diz ele.

A partir de 2012, a parceria com a empresa Fale Voz, portadora de licença STFC (Serviço de Telefonia Fixa Comutada) permitiu à Sumicity passar a oferecer telefonia fixa, com numeração própria (53). Dois anos depois lançava o serviço de TV por assinatura através da tecnologia IPTV, com qualidade de som e imagem em alta definição.

Sem crise

A crise econômica que assola o país pode ter reduzido o ritmo de expansão da Sumicity, mas não impediu seu crescimento. “Estamos crescendo 3% ao mês”, conta Gomes. A empresa se beneficia de dois movimentos, diz: a demanda reprimida, ainda não atendida, e a crise da Oi, que há um ano está em processo de recuperação judicial.

Nos dois últimos anos, a empresa vem investindo R$ 30 milhões ao ano. Só para montar o backbone foram R$ 5 milhões. Seus principais fornecedores de cabo são ZTT e Bluecom, esta com fábrica em Vassouras (RJ); de sistemas de transmissão, Padtec; de redes de acesso. Huawei; e de servidores, Júniper.

O backbone até Vitória começa a operar com 200 Gigabits por segundo de uso, mas está preparado para se expandir até a capacidade de 4 Terabits por segundo. Isso porque, lembra Gomes, a demanda por mais dados e mais velocidade só faz crescer.

Tendo em vista este cenário, no dia 20 de junho a Sumicity vai lançar seu pacote mínimo com velocidade de 30 Mbps. “Vamos migrar todos os clientes de 20 para 30 Mbps, pois o que o cliente quer é ver filme no Netflix”, resume. O pacote de dados de 30 Mbps vai ser comercializado a R$ 89,90. O de TV paga, com 80 canais, custa R$ 109,90 e a voz fixa, R$ 19,90. O usuário de mais de um serviço tem preços especiais.

Expansão

Para este ano, o plano de expansão da Sumicity prevê a ativação de mais três cidades no estado do Rio de Janeiro e o início da operação em cidades capixabas. 2018 será o ano da consolidação da empresa no Espírito Santo.

Gomes fala sobre investimento e expansão, mas prefere não mencionar receitas. Conta apenas que está no meio do processo de modernização da gestão, com a implantação de um sistema da SAP, e que vai consolidar até o ano que vem suas quatro operações em uma única.