Por Diego Zaniol

Várias corporações estão mudando suas redes internas, substituindo os cabos de redes metálicos. Essa tendência tem motivos cada vez mais fortes e claros, à medida em que a fibra se torna mais acessível, com valores similares ao dos cabos metálicos.

Um dos pontos que mais tem pesado a favor da mudança de infraestrutura é que a fibra óptica é uma tecnologia à prova de futuro. Ou seja: não estabelece limite de velocidade de transmissão; o limite está nos equipamentos conectados à rede. Com a constante evolução da tecnologia para novos patamares de velocidade, é fundamental estar preparado para atender a essa demanda o mais rápido e com o menor custo possível. Com uma fibra óptica implantada em uma empresa, em edifícios e negócios, basta efetuar a troca dos equipamentos de ponta para esses locais ficarem devidamente atualizados. O mesmo não ocorre em relação à rede metálica, que, para se atualizar, requer a troca do o cabeamento.

Outro fator a favor da rede óptica é a questão do espaço. Com uma única fibra óptica, pode-se substituir uma infinidade de cabos, atendendo à mesma demanda com baixo custo de implantação e manutenção. Por exemplo: um cabo de cobre de 94 quilos pode dar lugar a 3,6 quilos de cabo óptico. Essa é uma questão muito importante, por exemplo, em um edifício mais antigo, onde a disponibilidade de canaletas, calhas e conduítes é mais escassa.

Em instalações em áreas externas, a fibra óptica oferece mais segurança contra descargas atmosféricas. Como não é metálica, não conduz energia elétrica. Dessa forma, se um raio cair próximo, a fibra não o conduzirá e, consequentemente, os equipamentos ativos das redes não serão danificados.

Se falarmos em tecnologia GPON, todo o gerenciamento da rede é centralizado na OLT (produto localizado no centro da rede, o qual transmite a conexão via fibra óptica com o sinal GPON em direção às casas dos assinantes), o que torna a operação e a manutenção muito mais simples. Por essas razões, a expansão da fibra óptica se acelera, não apenas atualizando tecnologicamente, mas barateando e otimizado as redes de comunicação.

 

Diego Zaniol é gerente do segmento de redes com fio da Intelbras