*Por Stephanie Peart, Head da Leapfone
O mercado de telecomunicações vive um momento de transformação, impulsionado pelo crescimento das operadoras digitais, as MVNOs (operadoras móveis virtuais, do inglês Mobile Virtual Network Operator). Essas empresas, que operam sem infraestrutura própria, estão redefinindo a forma como consumidores acessam serviços móveis, oferecendo planos sob medida e experiências personalizadas. Se antes a escolha se limitava às grandes operadoras, hoje a diversidade de opções permite que cada usuário encontre o plano que melhor se adapta ao seu estilo de vida.
O sucesso das MVNOs não é um acidente. Ele reflete a demanda crescente por flexibilidade, algo que as operadoras tradicionais nem sempre conseguem entregar. Com a expansão do 5G, a capacidade das redes aumentou, permitindo que as operadoras virtuais ofereçam serviços de qualidade sem os custos elevados de infraestrutura. A tecnologia eSIM acelerou ainda mais essa tendência, eliminando a necessidade de chips físicos e facilitando a migração entre operadoras com apenas alguns toques na tela do celular.
O fenômeno das celebridades entrando nesse mercado é apenas a ponta do iceberg. Quando figuras públicas lançam suas próprias operadoras, elas não estão vendendo um plano de telefonia, mas uma identidade. É a mesma lógica por trás dos celulares por assinatura, que substituem a compra tradicional por um modelo baseado em assinatura, alinhado com a economia de serviços. O consumidor moderno não quer mais ser dono de um aparelho; ele quer acesso, conveniência e a liberdade de mudar quando desejar.
Esse movimento mostra que o setor de telecomunicações está se tornando cada vez mais fluido. As barreiras entre hardware, software e serviço estão se dissolvendo, criando um ecossistema onde a experiência do usuário é o centro. Se antes a concorrência se dava apenas por preço e cobertura, hoje ela se expande para personalização, atendimento e integração com outros serviços digitais.
A flexibilidade é o novo padrão, e as operadoras que não se adaptarem a essa realidade ficarão para trás. O consumidor não quer mais contratos rígidos ou pacotes engessados; ele deseja liberdade para escolher, experimentar e mudar.
*Stephanie Peart é Head da Leapfone, startup pioneira no conceito de Phone as a Service e na oferta de smartphones como novos por assinatura