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Investigação de dumping de fibra da china vai impactar provedores

Crédito: DivulgaçãoA OIW atua há 20 anos no mercado nacional de telecomunicações, entregando soluções para provedores de internet com foco nas Prestadoras de Pequeno Porte (PPPs). Hoje, esses pequenos e médios provedores somam cerca de 15 mil empresas que, juntas, respondem por cerca de 50% do market share de banda larga fixa no Brasil. No decorrer dessas duas décadas, a OIW atendeu a mais de 7 mil clientes, fornecendo produtos e serviços que ajudaram a construir a rede nacional de telecomunicações, levando conexão até os lugares mais remotos do país e contribuindo para a universalização da internet.

As afirmações da OIW fazem parte do comunicado divulgado pela empresa em função da investigação de dumping por uso da fibra óptica importada da china, aberta pelo Ministério de Desenvolvimento da Indústria, comércio e Serviços (MDIC), na semana passada, depois de investigação preliminar, que viu indícios de práticas anticompetitivas. A averiguação foi provocada por petições da Furukawa, Cablenas do Brasil e Prysmian.

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A OIW acredita que a adoção de medidas de barreira ao mercado externo, como a sobretaxação de impostos, poderia agravar ainda mais a situação do setor, impactando a competitividade e a sobrevivência de muitos negócios, especialmente aqueles de menor porte. Além disso, representaria um grande risco ao avanço e à modernização do setor, por conta de três consequências: a elevação dos custos da fibra óptica no Brasil – prejudicando toda a cadeia produtiva até a fatura do consumidor final -,  a desaceleração do avanço tecnológico nas telecomunicações e o freio à universalização da internet.

Na nota, a OIW sustenta que, ao longo de sua trajetória na importação de produtos, a empresa vem cumprindo todas as normas e exigências dos órgãos reguladores do comércio exterior brasileiro. A empresa trabalha em parceria com as principais marcas globais do setor, testadas e certificadas pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e utilizadas também pelas maiores operadoras do Brasil e do mundo.

“Neste mercado global de grande concorrência, as PPPs vêm enfrentando dificuldades por conta do aumento da inadimplência, dos juros altos e da inflação. É um cenário econômico que exige cautela e, neste contexto, a OIW vê com preocupação o processo aberto pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços com o objetivo de averiguar a existência de dumping nas exportações de cabos de fibra óptica da China para o Brasil. Este movimento decorre da iniciativa de três empresas multinacionais com atuação focada nas grandes operadoras de telefonia e internet. Barreiras comerciais vêm sendo objeto de constantes críticas em um mundo globalizado e voltado ao comércio além das fronteiras domésticas”, afirma a fabricante na nota.

A OIW teme pelo risco de prejuízos a todo um ecossistema e a um mercado que atende ao interior do Brasil, onde as grandes operadoras não chegam, levando conexão a comunidades das regiões mais distantes. E está empenhada em unir esforços e trabalhar ao lado das demais importadoras e fabricantes, contribuindo para a permanência das condições de competitividade deste mercado, conclui a nota.

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