Lucro da Brisanet recua 92,4% em 2021


Crédito: Divulgação
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A Brisanet Participações divulgou nesta quinta-feira, 24, o relatório dos resultados de 2021. O documento aponta que a empresa registrou uma receita líquida de R$728,8 milhões no ano, representando um crescimento de 54,5% sobre a receita de 2020.

O resultado é fruto da expansão geográfica orgânica da Companhia que, em 2021, entrou em 24 novas cidades e 4 novos estados – Alagoas, Piauí, Sergipe e Maranhão – e adicionou 1,9 milhão de homes passed (HP) – a mesma quantidade adicionada de 2011 a 2019.

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Ainda no último ano, a Companhia adicionou 219 mil novos clientes de forma totalmente orgânica, representando um crescimento de 35% da base, consolidando-se como a maior provedora de banda larga do Nordeste, de acordo com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), e encerrando o ano de 2021 com um total de 843 mil clientes. Além disso, a empresa atingiu a marca de 120 cidades alcançadas pelo serviço de banda larga fixa em 8 dos 9 estados do Nordeste.

O relatório também aponta que, somente nos primeiros 2 meses de 2022, a empresa já adicionou 40 mil clientes e começou as suas operações em Recife e em sua região metropolitana. A Companhia atende, atualmente, a 884 mil clientes por meio da marca Brisanet e quase 200 mil clientes por meio da Agility, braço de franquias do Grupo.

De acordo com a mensagem da presidência divulgada junto do relatório, o foco da Brisanet em 2022 será ocupar a infraestrutura que foi construída ao longo de 2021, com crescimento estimado da base de clientes superior ao do ano anterior, uma vez que 80% das novas cidades foram entregues no segundo semestre do ano.

Os investimentos para a expansão, no entanto, tiveram reflexo sobre os ganhos da companhia. Em 2020 a Brisanet registrou lucro líquido de R$ 29,1 milhões. Montante que em 2021 caiu para R$ 2,2 milhões. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações, saltou de R$ 173,5 milhões para R$ 237,4 milhões, alta de 37%.

Segundo a empresa, houve aumento dos custos fixos com postes, lojas, equipes de reparo/estoque/manutenção. “Isto é normal durante o crescimento orgânico e a Companhia acredita que paulatinamente veremos uma melhoria de margem na medida que os custos fixos sejam absorvidos por uma base maior de clientes”, diz a empresa no relatório. Houve ainda reflexos de um acordo coletivo, que levou ao pagamento de um abono salarial em dezembro.

A dívida bruta da companhia saltou 66,6% durante o ano, passando de R$ 673,5 milhões em dezembro de 2020, para R$ 1,12 bilhão em dezembro de 2021. Em compensação, o caixa da Brisanet cresceu de R$ 171,1 milhões em 2020 para R$ 1 bilhão em 2021. Ou seja, descontado o caixa, o endividamento líquido caiu de R$ 492,7 milhões para R$ 74,6 milhões. O aumento do caixa reflete a emissão de debêntures ao longo do ano.

O Capex da empresa também aumentou consideravelmente. Sai de R$ 408 milhões em 2020 para R$ 1 bilhão em 2021. Destes R$1,05 bilhão, R$168,4 milhões correspondem ao direito de uso de radiofrequências do 5G, a serem pagos em 20 parcelas anuais corrigidas pela SELIC, sendo que a primeira parcela, de R$ 160 milhões, foi paga em dezembro de 2021.

A empresa usou R$ 662,4 milhões para passar fibra em 1,9 milhão de residências, conectar 280 mil clientes, instalar 400 sites LTE (4G). Nestes aportes há ainda a compra de terrenos para data centers, de veículos, em backbone e sistemas DWDM.

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