Por Luiz Henrique Zimmermann Felchner e Rodrigo Arenales Arantes

A arquitetura de uma rede Fiber-To-The-Home (FTTH) começa na central de equipamentos, passa pela rede de distribuição (cabos troncais, caixas de emenda, splitters de distribuição e cabos de alimentação) e chega à rede de acesso, com a instalação das caixas de terminação. A rede de acesso será complementada conforme demanda de ativação dos assinantes, fazendo a interligação da CTO com a terminação, por meio do Cabo Óptico de Acesso ao Assinante (CFOAC), segundo denominação da Anatel, ou apenas Drop, como é mais conhecido.

É muito importante escolher produtos de qualidade em todo o planejamento e construção da rede, para garantir eficiência nas preparações, melhores processos de instalação, redução da possibilidade de pontos de falha (que podem prejudicar o serviço prestado ao assinante) e, acima de tudo, valorizar a rede. Por esses motivos, é preciso saber identificar os parâmetros críticos de performance, para a correta especificação de cabos ópticos drop para redes FTTH.

E como escolher um cabo drop capaz de garantir os requisitos de performance e qualidade de serviço necessários para manter o cliente satisfeito? Para responder essa pergunta, também é preciso levar em conta que, no Brasil, existem normas técnicas, resoluções e leis que regulamentam a produção, comercialização e utilização de produtos voltados a serviços de telecomunicações, que visam proteger o usuário. As principais são a Lei Geral das Telecomunicações (9.472/97), a Resolução n.º 299 da Anatel e as normas ABNT NBR 15596 e 14705. Especificamente para cabos drop, vale destacar como referência a norma internacional ICEA S-110-717 (2003).

Uma ampla variedade de construções de cabos ópticos tipo drop pode ser utilizada para a terminação nos clientes. As diferenças construtivas variam, principalmente, em função do método de instalação desse cabo: rede aérea, subterrânea, pré-conectorizado etc. Atualmente, o cabo conhecido como drop flat é o mais utilizado, devido à sua facilidade de instalação, compatibilidade e repetitividade com conectores de campo – o que permite mais rapidez de instalação, em comparação à solução por fusão. Outra vantagem é que esse tipo de cabo pode ser utilizado tanto em rede aérea como em subterrânea.

No entanto, todos os benefícios propiciados pelo uso do drop flat dependem de controles de qualidade rígidos em relação às matérias-primas e ao processo produtivo utilizado pelo fabricante. Há uma variedade de cabos desse tipo hoje disponíveis no mercado, de diferentes fornecedores e com níveis de qualidade distintos. Cabe ao usuário do cabo (operadoras e provedores de serviços de internet) fazer uma avaliação da performance desejada e das vantagens que o uso de um produto que atende todos os requisitos de qualidade irão gerar para sua rede – e seu negócio.

 

Rodrigo Arenales Arantes é ‎engenheiro de Processos da Furukawa

 

Luiz Henrique Zimmermann Felchner é responsável pelo departamento técnico de Network da Furukawa