A American Tower anunciou que superou a marca de 300 mil dispositivos conectados à sua infraestrutura de rede IoT/LoRaWAN. Em período de testes e com lançamento comercial previsto para o quarto trimestre, a rede que fornece cobertura de longo alcance e baixo custo, encontra-se em processo de ajustes finais.

Segundo a empresa, atualmente a rede já trafega mais de 3,0 milhões de mensagens por dia, cobrindo as regiões metropolitanas das cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, o que corresponde a cerca de 24% do PIB brasileiro.

A rede já soma mais de 15 usuários e operadoras em fase de testes finais com aplicações nas mais diferentes verticais, de gestão de ativos a cidades inteligentes. “Acreditamos que testar um número relevante de ativos seja importante para intensificar a curva de maturidade e aprendizado no âmbito da Internet das Coisas”, comentou Abel Camargo, diretor de Estratégia e Novos Negócios da American Tower Brasil.

O executivo lembra também que as redes LPWAN (Low Power Wide Area Network), como o LoRaWAN, permitem aplicações até então inviáveis em função do custo elevado da conectividade e dos dispositivos. “Essa evolução se dá com o desenvolvimento conjunto da cadeia de valor englobando, além da rede, sensores, aplicações, parceiros e novos modelos de negócio”, disse.

Para ele, a conquista desse resultado se deve à parceria estratégica da American Tower com a Maxtrack, líder em tecnologia de rastreamento e telemetria no Brasil e usuário da infraestrutura da rede IoT/LoRaWAN. “Temos como objetivo ampliar significativamente essa cobertura e alcançar, até meados de 2019, mais de 80 cidades brasileiras, aproximadamente 55% do PIB do país. Apenas para essa parceria e segmento são esperados mais de 1 milhão de dispositivos ativados e conectados à rede LoRaWAN até o final desse período.”, observou o executivo.

A Maxtrack enxerga a rede como a grande oportunidade de viabilizar aplicações hoje limitadas pelas questões de custos: “Acreditamos que a tecnologia LoRa ajuda a nos diferenciar reduzindo o custo operacional e diminuindo o tamanho e a complexidade da instalação dos dispositivos, além de ampliar as possibilidades de rastreamento. Temos visto uma ótima aceitação dos nossos clientes desde o início dos testes”, afirmou Gustavo Travassos, CEO da Maxtrack.

A empresa explica que a LoRa (Long Range) é um padrão aberto, que opera em frequência não licenciada (banda ISM, 900MHz) permitindo a implementação de aplicações a custos muito baixos de conectividade, e sensores de baixo consumo de energia com baterias que podem durar até 10 anos dependendo do uso. Entre as aplicações mais promissoras para essa tecnologia estão aquelas para cidades inteligentes, medição remota de energia, água ou gás, rastreamento de ativos, agricultura e pecuária.

A infraestrutura de rede neutra de Internet das Coisas da American Tower é destinada a usuários com perfil de atacado (grandes volumes de conexões), podendo ser comercializada tanto pelas próprias operadoras de telecomunicações – considerando as redes LPWAN como complemento às suas redes celulares na oferta de soluções para seus clientes finais – como também por outros canais como integradores de soluções ou operadoras virtuais, como por exemplo empresas ou setores que precisam de conectividade para uma grande quantidade de dispositivos (tipicamente centenas de milhares ou mais) para uso próprio.

No final de abril a American Tower lançou o IoT Open Labs,  centro de experiência e desenvolvimento de Internet das Coisas (IoT) no Brasil, em parceria com a Everynet e a BandTec Digital School.  A proposta do IoT Open Labs é ser um local onde empresas parceiras, clientes, desenvolvedores e estudantes podem experimentar, interagir, testar e entender fim a fim as aplicações para Internet das Coisas funcionando em uma rede real.