Celulares homologados na Anatel emitem menos radiação que a admitida pela OMS


A exposição à radiação emitida por aparelhos de telecomunicações – celulares, modems WiFi, telefones sem fios ou aparelhos Bluetooth – preocupa muita gente e é motivo para a geração de inúmeros boatos. Para deixar claro que não há risco à saúde humana, a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) decidiu medir os índices de radiação dos produtos homologados no Brasil e comparar os resultados com os limites estabelecidos pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

O estudo analisou a taxa de absorção específica (SAR – Specific Absorption Rate) obtidas nos dispositivos que foram homologados pela agência, método defendido pelo organismo multilateral. A SAR representa a taxa de energia eletromagnética emitida por aparelhos de comunicação sem fio, como celulares e tablets, que o tecido biológico do corpo humano absorve. A OMS recomenda o limite máximo de SAR de 2 W/Kg (watts por quilograma) para a região da cabeça e do tronco. Esse limite é considerado não prejudicial à saúde e é adotado pela Anatel como referência no processo de homologação dos equipamentos.

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O estudo realizado pela Anatel utilizou dados de 18 mil medidas de SAR realizadas nos últimos 6 anos (de 2013 a 2019) no Brasil. Dentre essas medidas, mais de 12 mil são de aparelhos celulares, cujos resultados demonstraram que, para a tecnologia 3G, a média das medidas apresentou o valor de 0,428W/Kg. Já para o 2G, o valor médio ficou em 0,341 W/Kg, para o 4G, o valor médio foi de 0,291 W/Kg.

O seja, o valor médio do SAR está muito abaixo do valor máximo recomendado pela OMS.

O resultados também mostram que o aumento da capacidade de transmissão de informações resultante da evolução das tecnologias de transmissão de dados (2G, 3G, 4G) não está associado a um incremento nos valores de emissões de radiação não ionizante pelos aparelhos.

A Anatel também analisou a emissão de radiação por modems wifi (0,210 W/Kg) e aparelhos bluetooth (0,192 W/Kg). Ou seja, o valor médio também está muito abaixo do limite recomendado pela OMS.

O estudo da agência abrangeu apenas aparelhos homologados. Pela regulamentação, qualquer aparelho que emite radiofrequência tem de passar por testes em laboratórios credenciados pela Anatel para que possa receber autorização do órgão regulador para comercialização no Brasil. Quanto a equipamentos piratas (não-homologados), não há garantia ao consumidor quanto a radiação emitida.

A agência lembra que não existem estudos conclusivos que comprovem a existência de riscos à saúde humana causados por emissões de radiação não ionizante de equipamentos portáteis. A Anatel adotará os mesmos critérios técnicos quanto aos futuros dispositivos, como os que se utilizarão da tecnologia 5G, que emitam radiofrequências próxima ao corpo humano. (Com assessoria de imprensa)

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