Juiz de Fora é a líder entre as 100 maiores cidades do país na oferta de serviços de cidades inteligentes.
Ela conta com 16 dos 26 serviços pesquisados pela Teleco para fazer o ranking desse segmento. Em sua
primeira edição, o levantamento mostrou que mesmo a última colocada, Campina Grande, na Paraíba, tem
três serviços disponíveis. Ao mesmo tempo, Uberlândia liderou pela terceira vez o Ranking Cidades
Amigas da Internet, também realizado pela consultoria.

Segundo Eduardo Tude, diretor do Teleco, os dois ranking auxiliam as cidades a identificarem os pontos
que merecem aprimoramento para que se tornem mais inteligentes. A pontuação foi dada não apenas em
função dos serviços mas de sua abrangência. Já os utilizados pelos usuários têm a mesma pontuação.

A mobilidade pública e o e-gov lideraram as aplicações mais utilizadas. Dos 100 municípios, 53 possuem
serviços de informações sobre transporte público, 35 sobre zona azul e 14 sobre bilhete eletrônico. Já em
e-gov, a emissão de boletos de pagamento ou outros meios de pagamento está presente em 96 cidades, de
licenças, certidões e outros documentos em 91 e consulta de processos administrativos em 81.

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Em Juiz de Fora, a primeira colocada, foram registrados 719 mil acessos ao app de horário de transporte
público, 218 mil usuários mensais utilizaram a emissão de boletos, contam com 180 mil prontuários
médicos e ainda 10,9 usuários do serviço de Coleta de Lixo. O município tem 546 mil habitantes

Infraestrutura mais acessível

Em sua terceira edição, Uberlândia manteve sua liderança no Ranking de Cidades Amigas da Internet.
Tude explicou que o levantamento tem sido bem aceito pelos governos das cidades analisadas, mesmo
para os que detém uma posição ruim. “Percebemos que há muito interesse em aprimorar o desempenho
para estimular a oferta de serviços de telecom com a elaboração de políticas públicas para facilitar a
instalação da infraestrutura necessária”, observou.

Um dos exemplos disso, relatou, foi a conquista de 20 posições da cidade de Ponta Grossa, no Paraná, a
partir da mudança de legislação. No ranking são analisadas as restrições para a implantação de ERBs, a
burocracia no processo e os custos. “O tempo para se obter uma licença pode superar um ano em algumas
localidades”, disse Tude.

A segunda colocação no ranking também não foi alterada, Várzea Grande, no Mato Grosso. Já a terceira
colocada, Rio Branco (AC) conquistou três posições e a quinta, Guarulhos, ultrapassou 8 posições. Em
quarto lugar está São José dos Campos, em sexto lugar está Cuiabá, que avançou uma posição.
A pior colocada no ranking foi Brasília. São Paulo, que terá nova legislação para implantação de ERBs,
foi a penúltima. Estão ainda entre as piores avaliadas Ribeirão Preto (96o), Fortaleza (97o) e Contagem
(98o).

Os resultados dos dois rankings foram apresentados no primeiro dia do Painel Telebrasil 2018.