Para transformações de negócios é necessário engajamento


Por Luiz Fernando Souza*

A tecnologia nos permite automatizar, dinamizar tarefas e realizar determinados processos de forma que podemos focar no que realmente é importante: inovação, criatividade, sustentabilidade e capital humano. Estes quatro elementos juntos têm a capacidade de empoderar áreas de negócios e, consequentemente, trazer mais sucesso e evolução para as empresas.

Porém, no processo de transformação dos negócios, é essencial o engajamento por parte das pessoas para que a adoção destas tecnologias seja real, refletidas no cotidiano, gerando o resultado esperado. Neste ponto, é comum haver resistência quando há a necessidade de mudar processos ou aderir a novos meios. Isto ocorre principalmente pela falta de conhecimento, ou mesmo, pelo conhecido medo do desconhecido.

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Desta forma, profissionais que querem se projetar como bem sucedidos para os próximos anos (que, por sinal, prometem ser ainda mais disruptivos) devem desenvolver a capacidade de adequação e aprendizagem de novas tecnologias de ponta. Só desta maneira, transformando a rotina de suas empresas por meio da automação, é que haverá geração de economia e melhora na qualidade de vida no ambiente de trabalho.

Porém, aumentar a rentabilidade exige um olhar de ajustes contínuos em todas as esferas da empresa. A boa notícia é que no quesito tecnologia e automação não faltam alternativas para suportar a escala e lucratividade na maioria das operações.

Quanto à infraestrutura, existe a necessidade de tomar a decisão sobre onde e no que investir. Nesse aspecto, muitos gestores optam por não fazer esse investimento em função do dispêndio inicial, pela falta de previsão sobre um crescimento confirmado, assumindo um risco de alocar capital em um recurso, sem certezas e prazos. Diante deste cenário, o mercado vem se moldando e percebe-se a evolução da chamada Economia como Serviço.  Esse conceito, na esfera pessoal, resume-se em aquisições seletivas e ao acesso ao bem, apenas quando nos for necessário, sem a necessidade de posse dele. No universo corporativo, não é diferente.

Empresas não precisam mais comprar super servidores, por exemplo, com redundância de fonte, HD, vários processadores ou pentes de memória, tampouco adquirir licenças vitalícias do sistema operacional ou banco de dados que irão armazenar suas informações. O que realmente importa é que seja possível processar as informações quando necessário e que seu investimento seja compatível com a sazonalidade e a demanda. Assim, o recurso de investimento é reduzido e, para a alegria do empresário, a fatura do serviço, também.

Um exemplo deste tipo de inteligência é na adoção da tecnologia de Cloud Computing, que no quesito economia, estas soluções oferecem:

  • Redução do investimento no curto prazo;
  • Flexibilidade para aumentar seu uso conforme crescimento da demanda;
  • Ter maior controle quanto ao ROI do seu investimento em TI;
  • Mais agilidade para seus processos

É com boas ideias que se constrói um futuro transformador – mudanças, de dentro para fora. Diante desta necessidade de transformação, para que empresas sobrevivam em um mercado cada vez mais competitivo e em plena era digital, fica nítido que as áreas de negócios precisam ter senso crítico para questionar constantemente seus processos buscando otimizar todos os que forem possíveis. Aos gestores, cabe estimular os times, bem como estar à frente deles, apoiando as iniciativas e ajudando a superar os desafios que surgirem.

Diminuir o peso da hierarquia e estimular a participação de todas as pessoas no processo, incluindo os mais jovens, é uma forma de fomentar a inovação. Dar ênfase e estimular a busca por conhecimento relacionado a tecnologia, bem como o desenvolvimento de competências diversas, principalmente aquelas fora da área de formação dos profissionais, estimulam uma mudança estrutural nos negócios.

Logo, se a inovação e a Transformação digital se completam, os desafios que as empresas (e, consequentemente, os gestores) enfrentam para colocar em prática essa mudanças, são minimizados com estas boas práticas.

A transformação tem um impacto direto nos negócios, entretanto, é um processo que deve acontecer em cada indivíduo envolvido. Mas, com a escassez de tempo e o excesso de demandas, as pessoas não têm espaço em suas agendas para o desenvolvimento ou a busca por novos conhecimentos. Isso pode gerar certa restrição ao processo, uma vez que a autoconfiança é a base desta mudança pessoal. Desta forma, gerar mecanismos para que a equipe se desenvolva, bem como identificar no momento do recrutamento as pessoas que possuem este perfil de autodesenvolvimento, são ações essenciais que devem pautar a atuação dos gestores como um todo. Observar potenciais humanos faz parte da inovação.

Quanto mais a empresa inova, mais ela se destaca. É fato que as empresas precisam automatizar seus processos, uma vez que a competitividade aumenta e não há como se manter ativas sem participar desta revolução, que vai além do corporativo. Logo, os profissionais precisam ter a consciência de que ou se esforçam e fazem parte do processo ou precisarão dar oportunidade para pessoas que tenham aderência a este mindset.

Aos gestores cabe estimular, abrir espaço e dar suporte às iniciativas propostas pela equipe, bem como construir uma linha clara do caminho que a empresa está buscando trilhar. E, na trajetória desta mudança, é preciso compartilhar e demonstrar os benefícios que são obtidos com a Transformação Digital que, na prática, vai muito além dos bits – é tecnologia aplicada para empoderar negócios, áreas e seres humanos.


* Luiz Fernando Souza é CBO da Binario Cloud

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