Como levar conexão a lugares remotos de uma forma economicamente viável? É isso que pretende o projeto 5G-Range, tecnicamente concebido e promovido pelo Inatel, e que venceu a 4ª Chamada Coordenada Brasil-União Europeia em Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC), anunciada dia 16 pela Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) e pela Comissão Europeia. É o único projeto sobre a quinta geração de comunicação móvel selecionado nessa chamada de projetos

O projeto 5G-Range – Remote area Access Network for 5th Generation é o resultado de uma parceria composta por um consórcio multidisciplinar de instituições brasileiras e europeias. Do lado brasileiro, estão Inatel, USP, UFC, CPqD e Ericsson. Do lado europeu, as universidade Carlos Terceiro de Madrid (Espanha), Tecnológica de Dresden (Alemanha) e Oulu (Finlândia). O fomento é feito por meio da RNP, no Brasil, e do programa H2020, na Europa.

Para o coordenador geral do Centro de Referência em Radiocomunicações do Inatel, José Marcos Camara Brito, a escolha do projeto 5G-Range é mais um indicativo de que o Inatel, através do CRR, as instituições parceiras e o Ministério de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicação (MCTIC) estão no caminho certo para o desenvolvimento das pesquisas na área da quinta geração de comunicação móvel.

O coordenador de pesquisa do Centro de Referência em Radiocomunicações do Inatel, Luciano Leonel Mendes, explica que com o 5G-Range espera-se ofertar até 100 Mbps para terminais localizados a 100 km de distância da estação radiobase, fazendo com que a área de cobertura da célula inclua um número suficientemente alto de assinantes para viabilizar economicamente a oferta do serviço. Técnicas de rádio cognitivo que permitem explorar canais de UHF ociosos de forma oportunista também permitem reduzir os custos de operação da rede, uma vez que não é necessário o pagamento de licença de espectro, fazendo com que o custo para os usuários finais seja mais acessível. (Com assessoria de imprensa)