Do Tele.Síntese

O crescimento dos ataques cibernéticos, uma das pragas do mundo digital, exige cada vez mais a adoção de sistemas de vigilância na rede e proteção dos usuários, afirmam os especialistas e empresas de segurança como a Arbor Networks, divisão de segurança da Netscout. Com o avanço de dispositivos conectados, especialmente câmeras de segurança, roteadores e outros de uso domésticos que os usuários instalam sem muitos conhecimento de que podem trazer um robô (bot), suscetível a ser alvo de um ataque de vírus, o problema torna-se muito maior maior. Sem falar, é claro, em todos os dispositivos conectados de uso profissional.

De olho no potencial desse mercado, a Arbor, multinacional norte-americana, voltada para o mercado de grandes empresas (especialmente bancos e grandes operadoras), decidiu customizar seu produto para atender a pequenos e médios provedores de internet do mercado brasileiro. E lançou sua solução anti DDoS (Distributed Denial of Service) para esse segmento neste semestre a preço acessível, comercializada por meio do distribuidor Westcon, que foi apresentada hoje durante o Encontro Provedores Regionais, realizado em Porto Seguro, na Bahia, pela Bit Social. De acordo com Eduardo Maffessoni, engenheiro de vendas da empresa, a solução é disponibilizada ao provedor em máquina virtual – ou seja ele não precisa adquirir um equipamento e a licença é financiada em 36 meses. “Assim, ele tem condições de pagá-la com a venda do serviço ao cliente”, informou.

O pacote de soluções combina visibilidade de tráfego e solução anti-DDoS. A visibilidade do tráfego tem como objetivo aumentar o nível de serviço, eficiência e receita por meio de: otimização de recursos de rede; aumento da visibilidade em aplicações OTT (over-the-top); detecção de anomalias e prevenção de parada de serviços; e automatização de entrega de serviços.

Já a proteção contra os ataques DDoS proporciona às empresas provedoras de serviços o aumento de disponibilidade da sua própria infraestrutura, assim como da de seus clientes, por meio de: visão e inteligência global; mitigação e limpeza cirúrgica dos ataques;     proteção contra diferentes vetores de ataques; e análise dos ataques e mitigações.

A Arbor Networks já mantém sob vigilância, em seus clientes, 2,6 bilhões de endereços públicos IPs e calcula que, em um ano e meio, para monitorar os IoTs serão necessários 148 Terabit por segundo

Como funciona

De acordo com estimativas apresentadas por Maffessoni, já existe no mundo meio milhão de endereços IPs de câmeras de segurança e outros dispositivos introduzidos, que rodam sistemas operacionais que podem ser “hakeados” pois os fabricantes não se preocupam com a devida segurança. E os hackers buscam essas portas geralmente para gerar tráfego. As mesmas estimativas indicam que 40 mil desses endereços estejam no Brasil.

Kleber Carriello, consultor sênior da Arbor Networks, descreve assim o que acontece: “Não é novidade que hackers instalam programas em computadores para que executem tarefas remotas. Funciona assim: um hacker cria um programa que, ao se instalar em seu computador, permanece “escondido”, mas conectado em rede a outros computadores, que obedecem ordens de um computador central, localizado em qualquer parte do mundo. Assim, o criminoso controla dezenas de milhares de computadores em uma rede conhecida como “botnet”, ou rede de robôs (do inglês bot, robô, e Net, rede).”