Por Tarcisio Bruneli Pilati

Em 2016, com o leilão de sobras de espectro da Anatel, abriu-se uma nova possibilidade para os ISPs atenderem seus clientes com tecnologias sem fio, porém de forma mais confiável, com espectro em frequências licenciadas, padronizadas, e que, ao mesmo tempo, suportam tecnologias maduras, novos serviços, novas possibilidades de receitas e compartilhamento de recursos e custos. Em outras palavras, as soluções LTE / 4G entraram no radar dos ISPs. Mas será que todas as possibilidades estão sendo percebidas, além de um acesso sem fio em frequência segura?

Neste novo contexto para os provedores, é preciso vislumbrar alternativas. Não estamos falando só do foco em tecnologias com e sem fio, mas de cenários híbridos, baseados em fibra óptica ou totalmente wireless.

Um grande horizonte de serviços se abre. São tecnologias para residências e para cidades inteligentes, com base na Internet das Coisas (IoT). A videovigilância remota é um bom exemplo. Haverá, neste caso, uma necessidade de internet fixa em múltiplos pontos (sensores, lâmpadas inteligentes etc.), sem interferências, confiável e com baixa necessidade de banda. E esta é só uma das possibilidades que surgem.

Então, para realmente aproveitarem este novo cenário, os ISPs terão de se perguntar: que tecnologia vem à mente? Quais as tendências? Como implantar uma rede que não nos engesse ao agora e não limite negócios nas próximas ondas?

Independente da situação, elaborar um bom business plan é essencial. Não basta apenas escolher a melhor estratégia em termos de tecnologia, ou infraestruturas com ou sem fio. O uso da melhor solução tem que estar, por exemplo, atrelado ao modelo de negócio, à melhor forma de compartilhamento de recursos para redução de custos. É preciso uma análise integrada e consultiva. E a boa notícia é, sabendo o seu foco e como preparar-se, este será um grande mercado.


Tarcisio Bruneli Pilati é gerente de pré-vendas da ZTE do Brasil