Um estudo do CPqD mapeou as possíveis estratégias para os provedores regionais de acesso à internet explorarem oportunidades de negócios a partir da Internet das Coisas. Durante o Encontro Provedores Regionais Brasília, realizado dia 23, pela Bit Social, Vinícius Garcia de Oliveira, coordenador do Estudo em IoT no CPqd, alertou: “É preciso pensar em inovação disruptiva Porque a internet das coisas vai fazer isso, mudar a forma como as coisas são feitas até hoje, mudar os modelos de negócio”. No desenho da cadeia de valor do segmento da IoT feito pelo CPqD, a fatia do leão está na ativação, integração e provimento de serviços.

De acordo com Oliveira, a primeira estratégia – a mais óbvia – seria o ISP tornar-se provedor de conectividade, por meio de uma base station local: “Para isso, o provedor tem que ser eficiente, investir em tecnologias que permitam oferecer serviços baratos. Também tem que ter um time de campo muito eficaz, sistemas que maximizem a produção. É importante ainda considerar modelos criativos, compartilhar”.

Outra estratégia é agregar valores em cima da conectividade. Quem desenvolve o serviço de IoT, ressaltou o especialista, não quer só o dispositivo conectado – ele vai precisar de segurança, gerenciamento. “Alguns provedores hoje já estão oferecendo a conectividade e uma plataforma na nuvem, as chamadas plataformas horizontais”, disse Oliveira.

A terceira estratégia é de plataformas verticais, que se especializam em algum tipo de negócio. Por exemplo: logística, saúde. Oliveira afirma: “Neste caso, você tem que fazer tudo o que você fez anteriormente, mas acima de tudo entender o cenário para desenvolver parcerias com quem presta serviço no segmento”. A quarta estratégia, mais ousada, diz Oliveira, é o ISP ser a marca final que chega ao usuário. “Aí é importante ter mentalidade de start up. Você cria um produto dentro da empresa, isso dá certo e você abre uma nova empresa, com perspectiva de se tornar escalonável”.