Até dezembro, alguns acordos de aquisição de provedores regionais ainda deverão ser anunciados fechando o ano em ritmo acelerado para o processo de consolidação nessa área. Mas 2019 promete ser ainda mais “quente” para os negócios atraindo, principalmente, os fundos de investimentos e de infraestrutura e ainda não chegando a ser tão atrativo para as operadoras de telecom.

A previsão é de Célio Nunes, partner da Advisia Investimentos. Ele acredita que as fusões e aquisições, a exemplo do que já vem ocorrendo, deverão permanecer em duas camadas. Os maiores ISPs estarão aptos a receber investimentos e irão se estruturar de uma forma a que possam adquirir os provedores de menor porte. Ele calcula que o processo de valuation, ou avaliação das empresas, se situe em algo entre R$ 80 milhões a R$ 100 milhões.

Em um primeiro processo de investimentos, os fundos devem fazer um mix de primárias e secundárias, colocando recursos na operação e mantendo uma participação no capital. Mas também haverá espaço para a consolidação plena, com aquisições 100%.

“O processo de crescimento e valorização desse mercado terá um ápice, a grande dificuldade é saber quando isso acontecerá”, ressaltou. Segundo o executivo, existe uma janela de oportunidades que podem levar à valorização máxima, mas o timing é o grande desafio.

Por isso, ressaltou, é importante que os provedores que tenham interesse nesse processo estejam prontos para uma due dilligence, se forem contatados por um fundo de investimentos. O mercado, comentou, pode perder valor quando houver o fim dos espaços vazios, aumento da competição ou quando o ISP passar a ter um custo alto de aquisição do cliente.

Nunes participou do ISP Next Summit, realizado em Florianópolis no final de semana.