A Cabo Telecom de João Pessoa (PB), que iniciou suas atividades em meados de dezembro de 2018, é a primeira operação da Triple Play Telecom que nasceu do zero. Todas as outras seis operações foram compradas a partir de 2015 e já somam uma base de 250 mil terminais. A meta da companhia, que pertence ao Acon Investments, um fundo norte-americano de private equity, é chegar em três, quatro anos a 600 mil terminais, de acordo com o CEO da operação brasileira, Gilbert Minionis. Para isso, investe R$ 100 milhões ao ano em infraestrutura.

O grupo começou sua atuação no Brasil pelo Nordeste com a compra da Cabo Telecom, de Natal, e da MultiPlay (Vidiomar), de Fortaleza, então operadoras de cabo, com uma base de 120 mil assinantes, cujo infraestrutura está paulatinamente sendo migrada e estendida por fibra. Na região, mais tarde, o grupo comprou a Ideia Telecom, em Caucaia, também Ceará, e no ano passado chegou à Paraiba, com a rede FTTH que deve fechar 2019 com 30 mil assinantes.

Mas para provar o conceito de que é possível oferecer um serviço triple play de extrema qualidade a um preço razoável, a empresa foi buscar um mercado com renda per capita maior que lhe desse escala: o interior do estado de São Paulo e do sudoeste de Minas Gerais. Em 2018, comprou a Direta Telecom (Guaxupé/MG); a Alegra Telecom (São João da Boa Vista/SP); e a Conexão (Mococa/SP).

Nas suas operações oferece vídeo tanto on demand quanto programação linear. Minionis acredita que o mercado se comporta como um pêndulo. No momento, todos estão pressionados pelas OTTs e pelos fornecedores de vídeos on demand. “Mas se você somar um conteúdo on demand para o pai, outro para a mãe, outro para o filho, outro para outro, vai acabar ficando tão caro que talvez volte a ser mais barato ter a TV linear. Então, o distribuidor tem que oferecer tudo”, raciocina. Mas ele reconhece que o conteúdo no Brasil é muito caro, muito mais caro que no resto da América Latina e mesmo nos Estados Unidos, e que o nome disso se chama Globosat. “Isso não se sustenta no tempo”, acredita.