Os provedores regionais podem usar a faixa de 2,5 GHz para oferta de banda larga em 5G na área rural, onde planos com  velocidades de 100 Mbps são bem-vindos. É o que acredita o professor da Inatel, José Marcos Brito, que participou, nesta quinta-feira, 6, do Abrint 2019.

Segundo o professor, que é secretário-geral do projeto 5G da escola, 25 MHz a 30 MHz serão suficientes para oferta do serviço. Essa é uma das faixas que serão ofertadas no leilão destinados a ISPs, previsto para ocorrer no segundo semestre do 2020, pela Anatel.

O uso comercial do 5G só deve ocorrer mesmo em 2022, mas a cobertura de 30% dos usuários não acontece antes de 2030, é o que prevê Brito. Para ele, a tecnologia já está saindo da infância, onde é preciso muito investimento para pouco retorno, para seguir para a fase de crescimento, onde os resultados superam os investimentos. “Isso para o caso de algumas aplicações, mas para a tecnologia plena, de latência muito baixa, ainda não há previsão”, disse.

Para que o 5G seja economicamente viável, no entendimento do professor, é preciso alterações em legislações, especialmente para reduzir a carga tributário sobre os equipamentos.

Cidades inteligentes

Já o consultor de telecomunicações, Eduardo Tude, a oportunidade para os provedores regionais é investir em projetos de cidades inteligentes, seja com 5G ou mesmo agora, com o 4G. Aplicações em mobilidade, sinais de trânsito, vigilância para segurança são algumas das opções para serem exploradas.

Além disso, afirma que as redes de LTE privado, para aeroportos e fábricas, é outra tendência em crescimento em toda a América Latina. “Hoje, esse é um dos serviços mais promissores para o mercado corporativo”, disse Tude, presidente da Teleco.