A Wirelink, empresa cearense que surgiu, há 15 anos, como construtora de redes para grandes operadoras, vai dar mais um grande passo na consolidação de sua infraestrutura própria de telecom. Em outubro, deve iniciar a operação um novo anel óptico, que tem mais de 2 mil quilômetros iluminados, abrangendo 27 cidades dos estados do Maranhão e do Pará.

A nova rota utiliza tecnologia Dense Wavelength Division Multiplexing (DWDM), da Huawei, e terá capacidade para atingir velocidades de até 8Tbps. “A ideia foi atender as cidades do Pará e do Maranhão que não eram assistidas pelas grandes operadoras. Em paralelo, criamos uma nova rota entre Marabá e Imperatriz, atendendo cidades do Tocantins e protegendo também a rota entre Marabá e Imperatriz, onde não havia anel”, diz Adriano Marques, sócio da Wirelink, juntamente com Luiz Armando.

Com esse projeto, a empresa chega a um total de 15 mil quilômetros de fibra – de rede própria, swap com outras operadoras e links contratados – em oito estados: além do Ceará, Piauí, Rio Grande do Norte, Pará, Paraíba, Maranhão, Tocantins e Pernambuco. Hoje, a Wirelink tem uma carteira que atende empresas, ISPs e órgãos de governo. “Com os novas redes, a nossa expectativa é de crescer 30% no faturamento”, estima Marques.

A empresa também atua, há dois anos, no serviço de transporte internacional. Tem uma conexão de 70 gigabit GE entre Fortaleza (CE) e Miami (Estados Unidos). Para provedores de acesso à internet, segmento no qual está apostando este ano, a Wirelink oferece redes Metro Ethernet, DWDM, rádios digitais e fibras ópticas.

 

Nova rota