Pressionada a resolver a questão da ocupação desordenada dos postes, que vem dando dor de cabeça a todas as concessionárias de energia que já têm o seu encalço o Ministério Público, a EDP está desenvolvendo um projeto piloto para substituir os atuais cabos para raio da rede urbana por cabos com fibra óptica. A ideia é que as fibras desse cabo possam ser compartilhadas com terceiros, parte daqueles que usam os postes para pendurar seus cabos ópticos.

Trata-se de um projeto de pesquisa e desenvolvimento, aprovado pela Aneel, a agência reguladora da área elétrica, e desenvolvido em conjunto pela EDP Espírito Santo, EDP São Paulo e Furukawa, que é a fabricante do cabo. Segundo Alan Weiner, gerente do projeto na EDP Escelsa, o piloto será implantado em fevereiro do ano que vem.
Em Vitória, serão dez quilômetros de rede automatizada com roteador Fiber Mesh e sistema de supervisão e controle de subestação. Em São José dos Campos, no Vale do Paraíba, em São Paulo, outros oito quilômetros. O cabo, da Furukawa, é um OPDC (Optical Distribuition Cable).Trata-se de um cabo híbrido, metálico com fibra óptica no interior, capaz de conduzir energia elétrica e, ao mesmo tempo, fazer a transmissão de dados em banda larga.

Não se trata do primeiro piloto com a tecnologia OPDC, que foi desenvolvida pela Furukawa em parceria com a unidade Embrapii CPqD. Seu primeiro trial foi justamente no projeto de uma rede sinérgica desenvolvido pela Cemig em parceria com o CPqD com apoio dos programas de P&D da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) e da Fapemig. Também a Eletropaulo e a Copel têm pilotos com a tecnologia.

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De acordo com Weiner, que falou aos provedores regionais de internet no evento Furukawa Summit, ontem, 27, em Comandatuba, Bahia, depois que o piloto for aprovado, a ideia da concessionária não é iluminar as fibras. Mas deixá-las à disposição de terceiros, que poderão alugar capacidade. O cabo OPDC tem uma “derivação”em cada poste.