Setor eletroeletrônico deve ter menor queda no PIB que do restante da economia, diz Abinee


A indústria eletroeletrônica depende substancialmente de insumos importados, portanto a desvalorização do real e, principalmente, a intensa volatilidade observadas nos últimos meses causaram um grande impacto nessas empresas. Apesar disso, a alta da demanda no setor de telecomunicações e a tímida recuperação econômica que começou a ser sentida pode abrandar as perdas do setor 

A afirmação é do presidente da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica, Humberto Barbato, que participou, nesta sexta-feira, 3, de live promovida pelo Tele.Síntese, sobre desvalorização cambial. Segundo ele, a média mensal da taxa de câmbio no ano passado era de R$ 4,11, enquanto em abril deste ano pulou para R$ 5,33 e R$ 5,64, no mês de maio em função da pandemia do novo coronavírus, elevando o preço dos insumos. 

Barbato, entretanto, acredita que o pior pode ter passado. Ele avalia que a alta da confiança dos empresários industriais, que subiu 9,3% de maio para junho, e a manutenção da demanda no setor de telecom, combinados com a recuperação da produção acima do esperado leva a crer que o Brasil está siando do fundo do poço. 

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Mas admite que a manutenção da quarentena obriga a um ritmo menor de produção, que impactará no resultado do PIB, com queda entre 6% e 9%, nas avaliações do Banco Central e do Fundo Monetário Internacional. “Eu acredito que dentro do setor eletroeletrônico, tendo em vista sua importância e que o nosso novo normal transita necessariamente por telecomunicações e por bens eletroeletrônicos, nós deveremos ser um pouco menos afetado em 2020, com queda do PIB entre 4,5% e 5%, diferentemente de outros setores industriais”, avaliou. “Eu diria que poderemos sair dessa crise com poucos ferimentos”, afirmou Barbato. 

 

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