WDC vê oportunidade de crescimento do setor na crise do coronavírus


WDC Networks quer explorar mercado B2B ao lado de provedores
Vanderlei Rigatieri, CEO e Fundador da WDC Networks; empresa busca provedores para crescer com soluções B2B | Foto: Divulgação/WDC

A pandemia do coronavírus trás contratempos para todas as empresas em todo o mundo, mas também pode ser uma oportunidade de melhoria, de aprender com a adversidade e sair mais forte. Esta é a visão do CEO da WDC Networks, Vanderlei Rigatieri, que conseguiu fortalecer a empresa após os problemas econômicos enfrentados pelo país em 2014.

“Naquele ano, muitas distribuidoras brasileiras foram compradas por empresas internacionais, mas nós resistimos e passamos a fornecer produtos como serviços (as a service, na sigla em inglês), disse. Como resultado, a WDC cresceu e tem apresentado avanços de 40% por ano desde então.

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Outra decisão da fabricante e distribuidora foi diversificar e assim entrou no mercado de automação, de segurança da informação, de equipamentos de vídeo e de energia solar. “Sempre fazemos tudo com muito planejamento para sempre ter uma alternativa no bolso nas adversidades”, afirma. Para ele, as empresas precisam encontrar soluções para aumentar a resiliência.

Nessa crise do COVID-19 não está sendo diferente. A WDC Networks tomou medidas para proteger seus colaboradores, sem parar a logística para atender seus clientes. Mais de 170 dos 280 funcionários estão trabalhando em regime de home office, e o restante está seguindo rotinas de prevenção, para evitar a contaminação pelo vírus. “Os galpões estão sendo higienizados todos os dias e estamos incentivando os colaboradores a lavarem as mãos constantemente, e fornecendo orientações e álcool em gel para os transportadores”, afirmou Rigatieri.

Para os que estão trabalhando em casa, criou grupos de apoio para manter a motivação por meio de interações diárias. Os gestores têm incentivado a troca de experiências e há conversas matinais para evitar o estresse dos colaboradores.

A preocupação da empresa é manter seus clientes, que estão sendo pressionados a ofertar mais banda para seus assinantes e precisam de equipamentos, atendidos. Só para se ter uma ideia do alcance da WDC entre os ISPs, ela já forneceu 2,4 milhões de modem para FTTH, só perdendo para a Vivo, que tem 2,6 milhões desses equipamentos.  A Oi, em terceiro lugar, tem 1,1 milhão.

Esses aparelhos são cedidos em formato de aluguel (as a service). Para avançar nesse modelo de negócio, a empresa vai lançar outros tipos de contrato, o que garante a reposição do produto que apresentar defeito sem custos e o que garante a renovação tecnológica após esgotado 60% do período do aluguel, também sem custos.

Oportunidade

Nesse período de isolamento social, a WDC tem registrado um aumento da procura por equipamentos de infraestrutura de rede de fibra óptica,  soluções de videoconferência e de telefonia IP e produtos para proteção de dados. “Até kits de energia solar estão saindo mais, enquanto painel de led e som para grandes eventos tiveram procura reduzida a quase zero”, disse Rigatieri.

Na avaliação do empresário, a crise atual vai dar mais ênfase à internet fixa, que trará uma grande oportunidade para os provedores regionais para ampliarem seus portfólios. “A gente só não pode esquecer de fazer a nossa parte para combater o coronavírus nesse momento”, advertiu.

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