A Anatel acaba de concluir um estudo de benchmarking, produzido por sua assessoria técnica,  sobre a carga tributária dos serviços de telefonia móvel (voz) e de banda larga fixa, com base nos indicadores usados pela União Internacional de Telecomunicações (UIT).

E o estudo confirma que, enquanto o país ocupa a 5ª colocação entre os maiores mercados  de telefonia móvel e a 6ª posição em banda larga fixa, infelizmente ganha os primeiros lugares quando se trata de cobrar impostos.

Entre os 174 países pesquisados na banda larga fixa, o Brasil apresenta a maior carga tributária e, na telefonia móvel, é a quarta maior.

Percebe-se pelo gráfico, que mais da metade dos países possuem uma carga
tributária menor ou igual a 20%. No caso da banda larga fixa, são 140 países de um total de 174 pesquisados.Na telefonia móvel, o número é um pouco inferior, mas ainda assim, amplamente majoritário: 116 países têm imposto igual ou menor a 20%.

Recomposição de preço

O estudo aponta também para um movimento de recomposição de preços da banda larga móvel, que teria ocorrido entre os anos de 2015 a 2017, cujo valor da cesta pulou para R$ 50 por 1 GBs de internet, contra R$ 21,12 em 2015, levando-se em consideração o preço em paridade com o poder de compra da população (PPP$)

Para os técnicos que elaboraram esse estudo, essa elevação pode ser atribuída ao aumento da taxa de câmbio e à retração econômica.