A SPE Piauí Conectado, uma PPP criada especificamente para desenvolver a infraestrutura de banda larga óptica do estado do Piauí dentro do modelo licitado pelo estado, vai vender capacidade de rede para os provedores regionais que quiserem implantar a última milha nos 96 municípios que vai interligar nos próximos dois anos. A informação é do presidente da H.Par Participações S.A., grupo controlador da SPE, Edson Luiz Ribeiro da Silva, que participou ontem, 4, do Encontro Provedores Regionais, realizado pela Bit Social em Teresina.

Segundo Ribeiro da Silva, o objetivo do projeto Piauí Conectado é atender às necessidades de conectividade do estado do Piauí e de sua oferta de serviços ao cidadão. “Não vamos atender empresas privadas, nem residências”, disse. Avelyno Rodrigues, diretor geral da Agência de Tecnologia da Informação do Estado do Piauí, esclareceu que, embora o projeto não contemple formalmente os provedores, a rede terá capacidade suficiente para que possam compartilhar sua infraestrutura e levar banda larga de qualidade às casas e PMEs a um preço justo.

O presidente da H.Par, que pretende lançar em janeiro o primeiro trecho do projeto interligando Teresina a Luís Correa, informou que ainda não existe um modelo de negócios definido para o segmento de provedores. “Nossa prioridade é atender o governo. Vamos debater com os provedores e construir um modelo competitivo que atenda às necessidades de vocês. Temos que entender quais são suas demandas”, afirmou, garantindo que não vai faltar banda para quem quiser comprar link da rede Piauí Conectado, quando ela estiver lançada e operando. A previsão é que todos os 96 municípios, onde vivem 80% da população do estado, estejam conectados com fibra em alta velocidade até o final de 2020, início de 2021.