Brisanet confirma participação no leilão do 5G sem indicar faixa


O CEO da Brisanet, José Roberto Nogueira, afirmou nesta terça-feira, 17, que a operadora vai participar do leilão 5G a ser realizado pela Anatel nos próximos meses. Segundo ele, há interesse por parte da operadora na aquisição de lote regional para cobrir com celular a região Nordeste. 

Ele afirmou ainda que a operadora já desenhou a estratégia para explorar o espectro adquirido. No caso, a Brisanet vai vender serviços 5G nas capitais e grandes cidades. No interior, a faixa será destinada ao uso dos seus franqueados, sob a marca Agility Networks. A franquia da companhia tem um formato de rede neutra, em que a Brisanet constrói e é responsável pela rede, cabendo ao franqueado gerir os clientes. 

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Nogueira não especificou quais lotes pretende comprar. O leilão tem diferentes espectros com opção de aquisição de frequências para usos localizados. Mas ele apontou para as faixas de 700 MHz e 2,3 GHz ao indicar que o compromisso de cobertura de localidades é pesado. Esta obrigação está colocada no edital atual a quem comprar tais frequências. 

O executivo ressaltou ainda que, embora os compromissos sejam elevados, é possível integrá-los a sua estratégia de crescimento. A seu ver, muitas das localidades que terão de ser atendidas estão na rota de expansão da rede. Além disso, a Brisanet tem “experiência e know how em construir rede óptica gastando pouco, e o 5G vai ser dependente da fibra”, lembrou. 

Nogueira também falou do interesse pela faixa de 3,5 GHz. Para o executivo, o compromisso de investimento em 5G Standalone não será tão elevado já em 2022, uma vez que cidades poderão ser atendidas com o serviço apenas a partir de julho. Além disso, indicou, a base de usuários com celular 5G ainda será pequena. “No final de 2022 é que devem ter aparelhos 5G que custam R$ 1,5 mil”, apontou. 

Balanço 

A operadora regional Brisanet divulgou nesta segunda, 16, seus resultados financeiros do segundo trimestre. A companhia registrou lucro líquido de R$ 14,5 milhões, um aumento de 22% em relação ao mesmo período do ano passado. O EBITDA – lucro antes de amortizações e depreciações – caiu, no entanto, 10%, para R$ 44,1 milhões. 

Em compensação, a receita bruta da empresa cresceu forte. Saltou 63,4%, para R$ 197,1 milhões, resultado da expansão da rede óptica. Mais de 90% da receita bruta da Companhia vem de serviços de banda larga fixa por meio de fibra óptica. 

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