ConnectoWay vê evolução das redes de ISPs para fazer frente ao 5G


Thyago Monteiro aposta na evolução das redes de ISPs/Crédito: Divulgação
Thyago Monteiro aposta na evolução das redes de ISPs/Crédito: Divulgação

Os provedores regionais de internet de médio e grande portes que não adquiriram lotes no leilão do 5G estão buscando formas de melhorar a experiência de seus assinantes. Atenta a esse movimento, a ConnectoWay, em parceria com a Huawei, está propondo projetos de evolução de redes para que os ISPs possam ofertar planos a partir de 1GB simétrico para a casa dos assinantes.

“O que estão chamando de ‘super giga banda larga’ usa as tecnologias XG-PON e XSG-PON, que começaremos a entregar a partir de março de 2022, com facilidades financeiras”, afirma o Gerente de Engenharia da distribuidora, Thyago Monteiro. Ele acredita que essa transição será lenta, mas constante, em função do preço ainda alto das novas tecnologias.

PUBLICIDADE

Segundo Monteiro, o custo é três vezes maior que a rede G-PON, mas garante velocidades de download e upload de até 10 Gbps, ou seja, uma experiência semelhante a que terão os usuários da banda larga fixa do 5G (FWA). “Estamos conversando com os clientes para programar essas adições em suas redes, que podem ser feitas de forma escalonada, para atender, por exemplo, os assinantes vips”, afirma.

Além das velocidades, as tecnologias também dobram a capacidade de atendimento de cada porta, podendo chegar a 256 clientes. Para isso, é preciso trocar a eletrônica da rede, mas também precisarão trocar os roteadores para a tecnologia Wi-Fi 6. “Sem isso, a experiência do usuário não melhora o suficiente”, disse Monteiro.

Crescimento

O planejamento da ConnectoWay é mais uma prova do crescimento da distribuidora que, em agosto, já havia superado o faturamento de todo o 2020. “Nós nos organizamos e adiantamos importações para evitar desabastecimento dos nossos clientes, mesmo pagando um custo de navio quatro vezes maior que há um ano”, afirmou Monteiro.

Em janeiro, a ConnectoWay começa a importar as tecnologias XG-PON e XSG-PON para se preparar para a demanda que espera dos ISPs.

-A expectativa é de que quando as operadoras começarem a implementar o 5G, de fato, em seus serviços, os ISPs atuarão como fornecedores de fibra óptica de qualidade para essas operadoras, criando assim mais uma forma de serviço agregado e aumentando sua receita”, completou Monteiro.

Previous Por segurança, ISPs e teles vão reconfigurar equipamentos do assinante
Next Trabalho híbrido traz desafios à segurança cibernética

No Comment

Leave a reply

O seu endereço de e-mail não será publicado.