Ponto ISP

Rede óptica de São Luís era subaproveitada

Em uma época de convergência de redes e serviços de TICs, é surpreendente que alguém tenha gasto dinheiro público para construir uma rede em fibra óptica de mais de 300 km apenas para fazer videomonitoramento. Mas foi isso que aconteceu na região metropolitana de São Luís, capital do Maranhão, estado que ocupava o último lugar no Mapa da Exclusão Digital da Fundação Getúlio Vargas de 2012.

Aos poucos, a rede começa a prestar novos serviços e ganhar escalabilidade: da velocidade de 1 Mbps já passou para 10 Mbps e novos passos já estão programados em direção aos 100 Mbps, dentro do novo papel que lhe foi atribuído no Programa Navega Maranhão, da administração Flávio Dino.

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Na verdade, a rede metropolitana é a base da fase 1 do Navega Maranhão, que terá, na fase 2, a implantação de uma rede de alta capacidade para conectar todo o interior do estado. Batizada de Ilha Digital, a fase 1 também interligou à rede, na capital, 30 pontos de internet gratuita, nove escolas e 14 órgãos do governo estadual. Segundo Márcio Fraga, secretário-adjunto de TICs do governo do Maranhão, até dezembro estarão interconectados 30 órgãos.

Mas ainda há muito a fazer. Além de ter que aumentar a velocidade da rede na área metropolitana e ampliar a cobertura do videomonitoramento, os pontos públicos a serem interconectados somam 427. São 377 órgãos de governo, onde se destacam 167 escolas e 35 unidades de saúde e 50 outros pontos, que incluem praças, feiras e terminais de ônibus. O programa é conduzido pela Secretaria de Governo, por meio da Secretaria de Ciência e Tecnologia (Secti).

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