
A expansão da conectividade em áreas rurais tem ampliado a demanda por infraestrutura de telecomunicações voltada ao agronegócio brasileiro. Dados da ConectarAGRO e da Universidade Federal de Viçosa (UFV) apontam que a área agricultável conectada no país passou de 18,7% para 33,9% entre 2023 e 2025, movimento impulsionado pela ampliação das redes móveis e da cobertura de internet em regiões agrícolas.
Segundo o levantamento, o avanço acompanha a crescente adoção de tecnologias como telemetria, sensores IoT, irrigação inteligente, drones e máquinas agrícolas autônomas, que dependem de conectividade contínua para operar.
O tema ganhou relevância também entre provedores regionais e operadoras que atuam em localidades afastadas dos grandes centros urbanos, principalmente em regiões onde a cobertura tradicional ainda enfrenta limitações geográficas.
De acordo com a consultoria McKinsey, a digitalização rural pode adicionar mais de US$ 500 bilhões ao PIB global até 2030. Parte desse movimento está associada ao avanço da automação agrícola e da operação remota de equipamentos.
Pedro Reinaldo, CEO da LOViZ, afirma que a estabilidade da conexão passou a ser um fator operacional para propriedades rurais que utilizam tecnologias embarcadas.
“O campo vive uma transformação acelerada onde drones, telemetria e irrigação inteligente exigem troca de dados contínua. Sem infraestrutura digital, o produtor perde eficiência operacional e capacidade de tomada de decisão”, declarou.
A empresa lançou o Agro Connect, solução voltada à conectividade em propriedades rurais remotas. A proposta utiliza projetos personalizados conforme relevo, distância e demanda tecnológica de cada fazenda.
Segundo a companhia, um dos principais desafios das redes rurais continua sendo a topografia das propriedades. Regiões montanhosas, áreas extensas e localidades afastadas podem gerar instabilidades de sinal e dificultar aplicações que exigem baixa latência e comunicação em tempo real.
Esse cenário tem aberto espaço para projetos sob medida, especialmente entre provedores de internet regionais interessados em ampliar presença no agronegócio. A demanda inclui redes privadas, enlaces dedicados, cobertura Wi-Fi em áreas operacionais, backhaul rural e integração com sensores e equipamentos agrícolas.
Para a LOViZ, a tendência é que a conectividade deixe de ser apenas um serviço de acesso à internet e passe a funcionar como parte da infraestrutura operacional das propriedades rurais.
“O agro brasileiro será cada vez mais orientado por dados, automação e inteligência operacional, mas nada disso escala sem uma infraestrutura de conexão sólida”, afirmou Pedro Reinaldo.
Além da operação agrícola, a ampliação da banda larga em áreas rurais também tem impacto sobre comunicação, acesso a serviços digitais e conectividade das famílias residentes nessas localidades.