A participação do mercado do 5G para empresas sem redes móveis, especialmente de 4G, é possível, mas terá maiores custos, como afirma o superintendente de Outorgas e Recursos à Prestação da Anatel, Vinicius Caram. Isto porque a frequência da nova tecnologia é alta e o operador precisa de uma rede mais baixa para escoamento. 

Sem 4G, a prestadora precisará fazer acordo de roaming com as operadoras móveis, aumentando os custos dos investimentos, afirma Caram. Para ele, a participação de ISPs nesse mercado, deverá ser por meio de parcerias, para reduzir custos. 

Se são mais caras as redes 5G sem legado, essas redes sem fibra óptica não se sustentam, diz Caram. Os ISPs têm redes em diversos locais do país, inclusive no campo, onde as grandes teles não estão presentes. A expectativa da Anatel é de que as prestadoras pequenas e grandes atuem de forma complementar. 

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Outro modelo de negócio que deve ter grande relevância são as redes provadas 5G para atender indústrias e agrobusiness. São muitos os caminhos que podem ser tomados, com benefícios para todas as partes, inclusive para os consumidores, que terão uma internet rápida e praticamente sem latência.