7 tecnologias para redes de banda larga que devem despontar no futuro


Por Hugo Ramos*

Nos últimos meses temos observado uma aceleração tecnológica sem precedentes, e embora as operadoras a cabo tenham aumentado a capacidade de suas redes, espera-se que a demanda continue aumentando nos próximos anos. Por esta razão, é fundamental que possuam soluções sustentáveis, flexíveis e de alta qualidade para atender às novas exigências dos usuários.

Embora cada operadora a cabo tenha requisitos próprios, existem algumas tendências tecnológicas que serão essenciais para a indústria das telecomunicações em todo o mundo e é imprescindível considerá-las agora para garantir o futuro das redes. Aqui apresentamos as mais importantes:

Aumento de upstream

A tendência de aumento do consumo de banda larga ascendente é clara, somente durante o ano de 2020, seu ponto máximo de utilização aumentou 37%, isso se deve ao fato de que a capacidade descendente da rede já não é suficiente para os aplicativos mais utilizados no último ano para videoconferência, telemedicina ou games, entre outras atividades. Desta maneira, conseguir uma melhor designação do espectro para oferecer mais capacidade ascendente tornou-se uma necessidade.

DAA: Arquiteturas de Acesso Distribuído

Este ano tem sido essencial para a evolução em direção aos serviços 10G, os quais exigirão uma capacidade maior de banda larga. Por esta razão, as operadoras de cabo estão planejando sua migração para uma DAA (Arquitetura de Acesso Distribuído) que permita a otimização do sistema de rede e headend com Remote MACPHY, que abrem o caminho para a virtualização, orquestração e automatização, ao mesmo tempo em que oferecem velocidades mais altas de modulações de ordem superior, entre outras importantes vantagens.

Virtualização do sistema de headend

Em breve começaremos a ver como a rígida infraestrutura do sistema de headend baseada em hardware, que nem sempre é a melhor opção em um mundo que muda constantemente, evolui para uma arquitetura virtualizada muito mais dinâmica. Virtualizar o sistema de headend significa virtualizar o plano de administração, o motor de vídeo e o núcleo CMTS. Para as operadoras, isto significará mais flexibilidade e agilidade com custos mais baixos.

DOCSIS 4.0

Desde o ano passado, as especificações DOCSIS 4.0 direcionaram os pensamentos das operadoras para os serviços gigabit. Em 2021, esses pensamentos vão se transformar em ações e começarão os preparativos para a implantação desta tecnologia na indústria do cabo. O novo DOCSIS 4.0 permite aumentar a capacidade ascendente para 6 Gbps e alcançar uma simetria no fornecimento, capacidades que seu predecessor DOCSIS 3.1 não permitia.

Redes PON

Tendo em mente os serviços 10G e multigigabit, as redes PON proporcionam uma rota de migração sólida e escalável por meio de soluções rentáveis para implementar fibra nas instalações. Além disso, podem ser implantadas em arquiteturas centralizadas ou distribuídas. PON representa uma grande opção para aquelas operadoras de cabo que precisam oferecer serviços multigigabit simétricos.

 Wi-Fi 6 e 6E

Não há dúvida de que os serviços de conexão sem fio cresceram em importância durante o último ano, e as tecnologias Wi-Fi 6 e 6E são o passo seguinte para melhorar o rendimento e confiabilidade da rede doméstica. O Wi-Fi 6 oferece maior capacidade e eficiência, razões pelas quais está se tornando uma necessidade para a indústria de comunicação. Por outro lado, o Wi-Fi 6E permite velocidades mais rápidas ao mesmo tempo em que aceita o fornecimento de serviços deterministas e de baixa latência. No futuro, o Wi-Fi 7 oferecerá níveis ainda maiores de rendimento para seguir a evolução da rede de acesso e as demandas dos clientes.

Baixa latência

A baixa latência é essencial para muitos dos aplicativos que passaram a ter relevância nos últimos meses. O DOCSIS de baixa latência promete um tempo de resposta (ida e volta), de menos de 5ms para aplicativos de Realidade Aumentada (RA), Realidade Virtual (RV), jogos, telemedicina e qualquer outro cujo funcionamento seja sensível à latência.

Durante os últimos anos, pudemos perceber que a indústria do cabo está em constante evolução. Por essa razão, é fundamental que as operadoras possam contar com um provedor tecnológico de soluções e serviços que seja inovador, ao mesmo tempo em que se adapta às condições do mercado, que as ajude a se manter na vanguarda, mas que também proporcione um alto nível de apoio na tomada de decisão.


*Hugo Ramos é CTO da CommScope para as regiões da América Latina e Caribe

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