
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou a ampliação do Plano Brasil Soberano para R$ 21 bilhões, com a inclusão de R$ 6 bilhões em recursos próprios do banco aos R$ 15 bilhões já previstos pelo governo federal via Fundo de Garantia à Exportação. O protocolo para solicitação de crédito foi aberto nesta sexta-feira, 15 de maio.
Entre os setores contemplados pelo programa estão empresas de equipamentos eletrônicos, informática, máquinas e equipamentos, aparelhos elétricos e segmentos ligados à inovação tecnológica. O plano também atende empresas exportadoras impactadas pelo cenário internacional, incluindo medidas tarifárias impostas pelos Estados Unidos e instabilidades decorrentes de conflitos no Oriente Médio.
Segundo o BNDES, o objetivo é apoiar empresas consideradas estratégicas para a balança comercial brasileira e para a política industrial do país. O programa prevê linhas voltadas a capital de giro, produção para exportação, aquisição de bens de capital e investimentos em expansão produtiva, adaptação industrial e inovação tecnológica.
O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, afirmou que a ampliação dos recursos busca responder ao cenário internacional de restrições comerciais.
“O BNDES está, novamente, pronto para apoiar as empresas brasileiras neste momento de instabilidade por severas restrições no comércio internacional, adicionando R$ 6 bilhões em recursos do próprio Banco ao apoio já anunciado. O governo do presidente Lula entende que a ampliação do crédito e de instrumentos financeiros emergenciais é fundamental para proteger empresas, pois cabe ao Estado agir para preservar empregos, sustentar a produção nacional e garantir competitividade no mercado global”, declarou.
O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, afirmou que o programa está alinhado às diretrizes da Nova Indústria Brasil.
“O governo brasileiro está fortalecendo o acesso ao crédito para impulsionar investimentos, fortalecer cadeias produtivas estratégicas e gerar empregos de qualidade, alinhado às diretrizes da Nova Indústria Brasil. A prioridade é garantir mais competitividade para a indústria nacional, avançar em novos acordos, ampliar a presença do Brasil nos mercados internacionais e consolidar uma política de desenvolvimento baseada em inovação, produção e soberania econômica”, disse.
O programa divide as empresas elegíveis em três grupos. Um deles contempla setores industriais de média-alta e alta intensidade tecnológica com relevância para a balança comercial brasileira. Nessa categoria estão empresas dos segmentos químico, farmacêutico, automotivo, máquinas e equipamentos, aparelhos elétricos, eletrônicos e informática, além de minerais críticos.
As empresas interessadas poderão verificar elegibilidade por meio do portal do programa, utilizando autenticação GOV.BR e certificado digital da companhia. Para operações superiores a R$ 50 milhões, o contato poderá ser feito diretamente com o BNDES.