ISPs acreditam que a consolidação do mercado pode durar mais 3 anos


O mercado de banda larga fixa ainda tem espaço para o pequeno provedor, mas o momento agora é de consolidação e deve permanecer assim por mais três anos e aí vamos ver quem prosperou nesse mercado. A avaliação é do CEO da Megatelecom, Carlos Eduardo Sedeh, que participou nesta terça-feira de live promovida pela Revista RTI. 

Segundo Sedeh, os ISPs funcionam como desbravadores, bandeirantes, que levam a fibra óptica para os rincões do país. E vê ainda espaço para que novas redes sejam criadas. Mas ressalta que as empresas pequenas demais têm dificuldades de alcançar escalas, o que impede o crescimento delas. 

O executivo lembra que os limites impostos pelo Simples Nacional, a sonegação, criam uma impressão de eficiência que se evapora, quando passam a pagar todos os impostos. “Por isso, algumas empresas vêm liderando esse processo de consolidação, empresas querendo fazer IPO, para aproveitar a liquidez do mercado”, disse. Geração de caixa recorrente, curva de crescimento interessante são, na opinião de Sedeh, chamarizes para fundos de investimentos. 

Para o CEO da Altarede, Maurício Iezzi, o mercado está muito aquecido e todos nós estamos sendo bem assediados. “Eu vejo hoje os provedores fazendo toda essa engenharia tributária porque até então os ISP de pequeno para médio tinham cinco, seis CNPJ, com muitos sócios e não conseguia crescer”, disse. Segundo ele, essa situação está mudando e o mercado nunca esteve tão organizado como hoje. “Por isso, todo mês sai uma fusão, uma aquisição, nasce uma nova empresa”, disse. 

Já o CEO do Grupo Conexão, Gilbert Minionis, confirmou a procura dos fundos, porém disse que é um deles. “O investidor está com dinheiro e está procurando mercados para crescer e esse setor está atraindo capitais, em busca de boas opções”, disse. Ele acredita que, daqui a três quatro anos, será a vez da consolidação dos consolidadores, criando a operadora do futuro. 

O CEO da Blink, Alessandro Teixeira, que passou recentemente por uma fusão com mais duas operadoras de Minas Gerais, acredita que muitos provedores regionais devem passar por esse processo. “As prestadoras precisam se modernizar, profissionalizar para ter um posicionamento estratégico no mercado e não ficar apenas esperando um fundo de investimentos bater à sua porta”, disse. 

O CEO da Forte Telecom, Sérgio Simas, disse que a performance positiva dos ISPs na pandemia chamou a atenção dos investidores e hoje faz muito mais sentido comprar uma empresa já estruturada do que começar uma nova operação, devido a escassez de insumos. “Agora é um assédio constante”, disse. 

Redes neutras 

Os executivos admitem que estão estudando o uso de redes neutras em localidades não adjacentes, mas afirmam que ainda há muita dúvida e aguardam uma regulamentação pela Anatel. Uma certeza deles é de que as infraestruturas das incumbentes não podem ser consideradas redes neutras, já que ancoram os serviços de suas criadoras. 

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