Para Mob, provedores regionais serão peça chave na expansão e democratização da 5G


A MOB têm grande interesse na 5G tanto que já montou uma equipe que, por enquanto, têm quatro pessoas, e é dedicada a analisar essa questão. Dependendo da configuração do leilão, a empresa pretende participar e avançar na sua estratégia de expansão na qual a mobilidade já tem espaço. Para Sayde Bayde, diretor comercial da companhia, as ISPs poderão ser uma parte muito importante no processo de garantir uma cobertura mais rápida para todo o país, incluindo já nas primeiras etapas as cidades de menor porte.

Ele acredita que a inclusão dos provedores regionais nesse processo poderá permitir que se repita o fenômeno da tecnologia FTTH (Fiber to the Home), que garantiu a expansão da banda larga em todo o país, democratizando o acesso e garantindo capilaridade para o serviço. “Com FTTH a banda larga está em todo lugar, graças principalmente aos provedores regionais” , comentou.

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O executivo considerou que a proposta de edital 5G apresentada pelo conselheiro da Anatel, Vicente Aquino, que preserva espaço para os ISPs, com 50 MHz na faixa de 3,5 GHz com lotes divididos em 14 regiões, é “um primeiro passo para não termos uma 5G tão concentrada em grandes capitais”. Para ele, também deveria haver espaço para a inclusão de uma faixa para operadoras internacionais, aumentando a competitividade e colaborando uma implantação mais acelerada. “Como no FTTH, quanto mais flexibiliza mais ampla será a estrutura”, observou.

Bayde acredita que há grande interesse dos provedores regionais, principalmente os de maior porte, mas que também poderão ser viabilizados consórcios com a participação dos de menor porte. Mas ele acha que não é apenas o leilão que contará para essa expansão do 5G e parcerias entre todos os players, das grandes operadoras a ISPs e operadoras internacionais, serão também importantes na segunda etapa.

Com a possibilidade da 5G competir com FTTH nas cidades de menor porte na oferta de banda larga fixa, Sayde lembra que há um crescimento expressivo no uso de apps e streaming que vão exigir da quinta geração a conexão com fibra para garantir as velocidades que serão exigidas. “Como banda larga fixa, vc não vai poder colocar uma ERB a cada quarteirão, como se fosse um grande Wi-Fi”, afirmou.

Para as ISPs que não participarem do leilão, o executivo vê duas saídas. A primeira é obterem licença de operadoras para revenderem o 5G e a segunda envolve a oferta de infraestrutura de fibra óptica também para as operadoras.

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