Surf Telecom vê crescimento da mobilidade entre ISPs


Alessandro Pisa | Responsável Comercial e Relacionamento com ISPs da Surf Telecom - INOVAtic 2021

Com perto de 1,2 milhão de assinantes de MVNO, a Surf Telecom vê o momento propício para ampliação do mercado da telefonia móvel virtual e comemora a procura dos ISPs pela mobilidade. “Os provedores precisam quebrar paradigmas e mostrar que podem oferecer um serviço igual ou melhor do que os das grandes operadoras móveis”, afirma o responsável Comercial e Relacionamento com ISPs da Surf Telecom, Alessandro Pisa. Segundo ele, a proximidade com o consumidor facilita a formatação de um plano que atende às expectativas. 

Pisa, um dos debatedores do painel sobre mobilidade do INOVAtic desta quinta-feira, 10, ressalta que a regulamentação do serviço é adequada e coerente e o sucesso da jornada depende mais do marketing do ISP. Por essa razão, a Surf montou um pacote de facilidades para seus clientes, que vai do reforço da comunicação a call center customizado, passando pela venda de minutos e de capacidade de rede no atacado, sem contar com o serviço de monitoramento de rede e de banda larga fixa por rede móvel (FWA), com frequência própria. 

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“Nossa rede é neutra, mas customizável e nossos serviços adicionais permitem que o ISP fixe no atendimento ao cliente, o que faz de melhor”, disse Pisa. O executivo afirma que o diferencial da Surf é o elemento humano, que garante um serviço de qualidade maior ao cliente. Criar um produto adequado para cada parceiro está no DNA da empresa, ressalta. “Nós valorizamos a força da marca construída por cada ISP”, disse. 

5G 

A Surf vê oportunidades de participar do leilão do 5G. “O acesso a nova tecnologia é uma decisão executiva de estratégia, mas é claro que ainda existem muitas construções e as duas formas de atuação, como habilitadora de MVNO ou de participação direta, estão sendo avaliadas”, disse. Segundo ele, o acesso ao 5G permitirá uma complementação de cobertura por meio de rede própria. Pisa não descarta a formação de consórcio para participar do leilão. 

O coordenador de Gestão da Área Técnica da TCM Telecom, Lucilio Bezerra de Medeiros, uma das opções para oferta de serviço móvel virtual foi de levar a inovação para as cidades onde o ISP atua na região Oeste do Rio Grande do Norte. “Nossa parceria com a Surf foi interessante porque conseguimos personalizar o nosso produto, que atende a nossa base de assinantes, que está muito próximo da gente”, disse. De acordo com ele, a dor dos assinantes da TCM com as grandes operadoras móveis é a falta de qualidade da internet. “Como nós conhecemos os assinantes, como estamos mais perto e a Surf está mais perto de nós, achamos que o momento era adequado, que as novas tecnologias chegaram com incremento das telecomunicações, então fomos em busca de um parceiro para não ficar para trás”, disse. 

A TCM tem sede em Mossoró e atende a mais nove cidades com FTTH, televisão – detém autorização de Serviço de Acesso Condicionado -, apps e agora telefonia móvel. “Nós conseguimos atender desde a classe A até a E e F, essa última em formação, com poucos recursos, mas conseguimos montar um plano para atender esse assinante”, disse. Por essa razão, a opção principal é pelo serviço pré-pago. 

Para Medeiros, a opção pela MVNO é uma saída para atuar no mercado do 5G, uma vez que não há previsão de participação do leilão. “Nós temos também uma rede de alta capacidade que pode assegurar parcerias da TCM com grandes operadoras para explorar a nova tecnologia”, disse. 

Algar 

A Algar Telecom, que tem uma área de franquia já estruturado e que atende a 79 das 87 cidades da concessão, também escolheu a Surf Telecom para ofertar o serviço móvel onde só tem rede de fibra óptica. A diretora de Franquias da operadora, Ana Flávia Martins, disse que o serviço de MVNO é uma complementariedade ao portfólio, fortalecendo o franqueado. “A gente acredita muito em um círculo virtuoso, o acesso à banda larga fixa e móvel deve ser democratizado e que o modelo de franquia é também um modelo para isso”, disse. Ela ressalta que nesse modelo de inclusão, a Algar tem que ganhar e o franqueado também. 

O modelo de franquia da Algar foi apresentado aos ISPs em 2017 e, em 2018, firmada a primeira parceria. Segundo Ana Flávia, já são 11 franqueados que atendem a mais de uma cidade. Para o projeto de expansão, agora em parceria com a Surf, o modelo de negócio ainda está em experimentação nas cidades de Cravinho, Sertãozinho e São Carlos, em São Paulo. “Outras cidades serão incluídas, com o serviço de banda larga fixa, da Algar e de MVNO, da parceira”, disse. 

Ana Flávia confirmou o interesse da Algar em adquirir o lote na área de concessão. Para ele, é importante que haja regras claras, estáveis e transparentes que garantam a livre iniciativa e que tenha um foco real no avanço da cobertura do país. A aquisição de frequência na área de expansão, afirmou, ainda está em estudo e não há nada conclusivo sobre isso. 

Sobre a regulação voltada para as Prestadoras de Pequeno Porte (PPPs), a diretora da Algar defendeu o acesso ao capital, a financiamentos pelos ISPs. “As associações dos provedores regionais têm buscado muito isso, assim como o acesso a serviços que possam fortalecer a gestão dessas empresas”, disse. 

ex-conselheiro da Anatel e hoje sócio-gerente na AD Advisors – Assessoria em Gestão Empresarial, Aníbal Diniz, mediou o debate. 

O INOVATIC é uma realização do Tele.Síntese e acontecerá até esta sexta-feira, 11. Além dos debates, o evento conta com uma feira virtual de negócios. 

 

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