Grupo ClickIP investe em rede subterrânea para crescer


Os provedores de internet instalados na região Norte enfrentam uma realidade muito diferente do que a dos ISPs das demais regiões do país. Cidades com baixa densidade populacional, estradas sem continuidade, floresta e muitos rios. Mas nenhuma dessas diversidades impediu que o advogado Neilson Reis criasse o Grupo ClickIP, que leva conexão para moradores e empresas de Manaus e mais sete municípios do Amazonas além de dois do Pará. 

A operadora não para de crescer e já tem um papel significativo na região, mesmo com pouco mais de quatro anos no mercado. Só em 2020, o crescimento registrado passou de 100%, mas a dificuldade é na expansão da infraestrutura. Para se ter uma ideia das dificuldades, a expansão da rede da operadora de Manaus para Itacoatiara (a 170 km) e depois para Porto Velho, em Rondônia, Reis teve que investir R$ 2 milhões em equipamentos para ‘plantar’ fibra óptica no chão. 

“Só existe uma estrada para Itacoatiara, em péssima situação e com apenas uma rota de postes”, explica Reis, que participou, nesta terça-feira, 10, de webinar promovido pela Revista RTI. Segundo ele, a empresa nunca trabalhou com redes subterrâneas e vai aprender fazendo. Além disso, sustenta, a estrada não tem continuidade, o que vai dificultar a expansão da rede. 

Reis acredita que as nove infovias do programa Norte Conectado vão trazer novo alento à região. Isto porque o modelo de gestão, em forma de consórcio, dará segurança jurídica para novos investimentos. Ele disse que isso não ocorre com o programa do Exército da Amazônia Conectada, que destinou às prefeituras a comercialização da capacidade da fibra subaquática.  

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